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Tudo o que você precisa saber sobre as novas regras do cartão de crédito

Por Juliana Prado3 min de leitura

As novas regras do cartão de crédito trouxeram mudanças que animaram alguns consumidores e especialistas – mas, como nada é perfeito por si só, é preciso estar atento ao que realmente significam essas mudanças. Criada ainda no primeiro semestre de 2017, a ideia é que resolução faça com que a famosa ‘bola de neve’ causada por dívidas com as operadoras e bandeiras do cartão não se estenda e traga prejuízos aos consumidores.

O principal ponto da resolução número 4.549 do Banco Central do Brasil é que, agora, o pagamento mínimo do cartão é de 15% e o máximo do crédito rotativo passou para um mês. Também incidiram taxas mais baixas que aqueles exorbitantes números que se apresentavam no país – podendo chegar a quase 500% de juros ao ano!

É bom ter cuidado

Mesmo trazendo menores taxas, facilidade no acordo de juros e limites de créditos diferenciados, o consumidor precisa ficar atento às condições oferecidas. Isto porque as dívidas podem continuar acontecendo, principalmente para aqueles que se habituam a não pagar o valor total gerado no boleto de cobrança, afetando assim o orçamento pessoal e familiar.

O crédito rotativo é o principal vilão neste ponto: em comparação a outras modalidades de empréstimo, apesar de sua facilidade em não precisar ir até uma agência realizar uma retirada, tem um valor muito maior. E é aí que mora o perigo: as taxas mais baixas impostas pelas novas regras não diminuem a liquefação do salário e/ou patrimônio do endividado.

Outro ponto é que os bancos podem definir como será a forma de pagamento e parcelamento – ou seja, o consumidor ainda ficará refém de propostas pouco vantajosas quando não entende do assunto. Desta forma, utilizar o cartão de crédito de maneira consciente continua sendo a melhor opção, mesmo com as mudanças do Banco Central – que não definiu as regras após os 30 dias da pessoa no rotativo.

Dicas nas novas regras

Fazer um empréstimo consignado ou pessoal para pagar a fatura total do cartão de crédito deve ser a primeira opção para quem arca com os morosos juros do rotativo que, mesmo com taxas menores, continua sendo a pior opção. Sentar com o gerente do banco e explicar a situação financeira é, na maioria das vezes, a solução que muitos procuram para sair da bola de neve.

Como dito acima, pagar integralmente a fatura do cartão de crédito ainda é a melhor opção – tanto na nova quanto na antiga regra. E para quem deixou de usar esta modalidade de pagamento, deve continuar pagando suas contas no tradicional ‘débito’, evitando novas complicações e futuras dividas ‘impagáveis’.

O limite também precisa ser estabelecido: recuse crédito que ofereça mais de 30% da sua renda, pois isso pode comprometer o orçamento e gerar vários contratempos. Quando necessitar comprar algo acima do valor do seu limite no cartão de crédito, a dica é ter uma reserva financeira bem estabelecida – na própria poupança, por exemplo – ou ainda encontrar um empréstimo com juros menores que o rotativo – que são quase todas as modalidades em bancos.

Quer controlar melhor o seu cartão de crédito e o seu financeiro? Opte por um sistema de controle financeiro online e aproveite os benefícios da tecnologia para manter as suas contas em dia.

Conhecendo as novas regras, controlando melhor o seu patrimônio e entendendo que, apesar das mudanças, o problema pode ser o mesmo. Fique atento na hora de utilizar o seu cartão de crédito!

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