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As 5 maiores criptomoedas do mundo, quanto movimentam e como comprar

Por Carlos Menezes5 min de leitura

As 5 maiores criptomoedas do mundo, quanto movimentam e como comprar

O mercado de criptomoedas vale cerca de US$ 2,6 trilhões, e o Bitcoin sozinho responde por quase 60% disso. Abaixo, as cinco maiores criptomoedas do mundo pelo valor de mercado, quanto cada uma movimentou em negociações e as formas de comprar cripto no Brasil.

As 5 maiores criptomoedas do mundo

Dados do CoinGecko em 3 de novembro de 2026, com o dólar a R$ 5,50. Valor de mercado é o preço multiplicado pela quantidade de moedas em circulação; volume em 24 horas é quanto dinheiro foi negociado com a moeda em um dia, em todas as corretoras do mundo.

#CriptomoedaValor de mercadoVolume negociado em 24 hPreço
1Bitcoin (BTC)R$ 8,6 trilhõesR$ 153 bilhõesR$ 426.529
2Ethereum (ETH)R$ 1,5 trilhãoR$ 49 bilhõesR$ 12.610
3Tether (USDT)R$ 985 bilhõesR$ 250 bilhõesR$ 5,50
4BNB (BNB)R$ 505 bilhõesR$ 4,5 bilhõesR$ 3.837
5XRP (XRP)R$ 445 bilhõesR$ 9,3 bilhõesR$ 7,02

Os números mudam a cada minuto: cripto é negociada 24 horas por dia, sete dias por semana, e os preços oscilam muito. Use a tabela como retrato do tamanho de cada uma, não como cotação.

1. Bitcoin (BTC)

A primeira criptomoeda, criada em 2009, e a maior com folga. Tem oferta limitada a 21 milhões de unidades, e por isso muita gente a trata como “ouro digital”, uma reserva de valor fora do sistema bancário. Movimentou cerca de R$ 153 bilhões em um único dia.

2. Ethereum (ETH)

Mais do que uma moeda, o Ethereum é uma plataforma onde rodam contratos inteligentes, aplicativos de finanças descentralizadas (DeFi), NFTs e outros tokens. O ETH é o “combustível” usado para pagar as operações dessa rede. Volume diário de cerca de R$ 49 bilhões.

3. Tether (USDT)

É uma stablecoin: foi feita para valer sempre US$ 1, lastreada em reservas do emissor. Não serve para buscar valorização, e sim para guardar dólares digitais e circular entre corretoras. Por isso é a mais negociada de todas: cerca de R$ 250 bilhões por dia, mais que o próprio Bitcoin.

4. BNB (BNB)

A criptomoeda ligada ao ecossistema da Binance, uma das maiores corretoras de cripto do mundo. É usada para pagar taxas com desconto na corretora e na rede BNB Chain. Volume diário de cerca de R$ 4,5 bilhões.

5. XRP (XRP)

Criada para transferências internacionais rápidas e baratas, é associada à empresa Ripple, que oferece soluções de pagamento para instituições financeiras. Volume diário de cerca de R$ 9,3 bilhões.

Como comprar criptomoedas no Brasil

1. Corretoras de criptomoedas (exchanges)

O caminho mais comum. Você abre a conta, faz o cadastro com documento, deposita reais por Pix e compra a moeda que quiser. As corretoras oferecem centenas de criptomoedas, permitem transferir para uma carteira própria e costumam ter taxas menores para quem negocia mais.

Desde fevereiro de 2026, as empresas que prestam serviços com ativos virtuais no Brasil precisam de autorização do Banco Central para operar. Antes de abrir conta, confira se a corretora está regularizada.

2. Bancos digitais e apps de pagamento

Vários bancos e carteiras digitais, como Nubank, Mercado Pago, PicPay e Inter, permitem comprar cripto direto no aplicativo, com poucos toques. É a forma mais simples para quem está começando. Em troca, a lista de moedas é menor, as taxas podem ser maiores e, em alguns casos, não dá para transferir as moedas para outra carteira. Veja as condições antes de comprar.

3. ETFs de cripto na B3

Para quem já investe na bolsa, os ETFs de criptomoedas são negociados como ações, pela sua corretora de investimentos. Há ETFs que seguem só o Bitcoin (como BITH11 e QBTC11), só o Ethereum e índices com várias moedas (como o HASH11). Você não precisa cuidar de carteira nem de senha da cripto: a gestora faz isso, e cobra uma taxa de administração por ano.

4. Fundos de investimento

Alguns fundos têm parte ou todo o patrimônio em criptoativos. Funcionam como qualquer fundo: você aplica em reais e a gestão é profissional. Confira a taxa de administração e o quanto o fundo realmente investe em cripto.

5. Compra direta entre pessoas (P2P)

Dá para comprar cripto diretamente de outra pessoa, inclusive em plataformas que intermediam a negociação. É a forma com mais risco de golpe: só use plataformas que seguram as moedas até o pagamento ser confirmado e nunca negocie com desconhecidos fora delas.

Antes de comprar, alguns cuidados

  • Volatilidade: criptomoedas podem cair 20%, 30% ou mais em poucos dias. Invista só uma parte pequena do patrimônio e um dinheiro que não vai fazer falta no curto prazo.
  • Reserva de emergência primeiro: cripto não é lugar para o dinheiro de emergência.
  • Segurança: ative a verificação em duas etapas, desconfie de promessas de ganho garantido e nunca passe a frase de recuperação (seed) da sua carteira para ninguém.
  • Custódia: moedas deixadas na corretora ficam sob a guarda dela. Para valores maiores, avalie uma carteira própria, de preferência física (hardware wallet).
  • Imposto de Renda: cripto precisa ser declarada, e o lucro pode pagar imposto. As regras mudaram nos últimos anos, então confira as orientações atuais da Receita Federal ou fale com um contador antes de vender.

Conclusão

Bitcoin e Ethereum concentram a maior parte do valor do mercado, a Tether é a que mais circula e BNB e XRP completam a lista das maiores. Para comprar, há opções para todos os perfis: corretoras de cripto, apps de bancos, ETFs na bolsa e fundos. Escolha uma empresa autorizada, comece pequeno e registre cada compra para acompanhar o resultado junto com o resto da sua carteira de investimentos.

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