Rentabilidade X Liquidez: Qual a diferença entre os dois?

Rentabilidade X Liquidez: Qual a diferença entre os dois?

Conhecer os termos técnicos e singularidades dos investimentos faz toda a diferença. Não apenas para quem está iniciando, como aqueles que já fizeram algum tipo de aplicar, entender as diferenças entre rentabilidade e liquidez pode ajudar a escolher os melhores produtos financeiros, ampliando a possibilidade de atingir as metas e objetivos previamente definidos.

Apesar de parecer um assunto complicado, ambos possuem características singulares e fáceis de serem compreendidas. Todos que buscam dominar o glossário dos investidores precisam ter, na ponta da língua, a diferença entre rentabilidade e liquidez. E é sobre isso que falaremos no presente artigo. Acompanhe.

Rentabilidade

Primeiramente, vamos esmiuçar o que significa cada um dos termos. A rentabilidade se resume nos valores que irão render durante o período de aplicação e o montante total ao final do investimento. Em outras palavras, é a quantia excedente, gerada pelos juros compostos, que você ganha ao fazer determina aplicação.

Ela está presente tanto na renda fixa quanto na variável. O que muda, nos dois casos, são os riscos que se assume: quanto maior a rentabilidade, aumentam-se os riscos; menos riscos, aumenta-se a rentabilidade.

O Tesouro Direto, opção mais conservadora, irá render abaixo de uma ação; por outro lado, se a Bolsa de Valores oscilar, o título do governo pode pagar mais. Essa é a relação risco x rentabilidade. Mas, tem outro elemento que entra nessa ‘conta’. Saiba mais sobre o Tesouro Selic, um dos títulos públicos mais populares  e mais vendidos do país.

Liquidez

Já a liquidez é o tempo de espera para transformar o montante investido em dinheiro. Há várias modalidades desse componente dos investimentos, que possibilitam que você tire o que é investido diariamente, mas com um prazo de vencimento; e aqueles que só poderão ser resgatados na data que o título vencer.

Ou seja: a liquidez é a possibilidade de transformar um ativo em dinheiro, através da venda desse investimento. O prazo, por exemplo, acompanhará essa função: curto, médio e longo prazos correspondem, respectivamente, a investimentos de alta, média e baixa liquidez.

Para exemplificar, a poupança é o melhor exemplo de uma alta liquidez, pois você pode sacar o valor guardado no caixa eletrônico do seu banco; o Tesouro Direto tem títulos que vão desde a retirada em um dia até o prazo de 30 anos, representando média liquidez; e imóveis são o melhor exemplo de baixa liquidez, pois não possuem uma data específica para venda.

Qual a relação entre as duas?

Apesar de possuírem características diferentes, rentabilidade e liquidez são complementares. É possível sempre ter uma delas – ou até mesmo as duas ao mesmo tempo. Nesse ponto que retomamos o terceiro elemento citado no começo do artigo: o risco.

  • Um investimento com alta rentabilidade e pouco risco terá baixa liquidez, como LCI e LCA;

  • Um investimento com alta liquidez e pouco risco terá baixa rentabilidade, como o Tesouro Selic;

  • Um investimento com alta liquidez e alta rentabilidade terá vários riscos, como as ações.

Se você deseja investir, precisa dominar o que falamos acima e que é conhecido como ‘tripé dos investimentos’. Assim, liquidez e rentabilidade podem ser adaptadas ao seu objetivo – aposentadoria, viajar de férias, comprar uma casa, entre outros – com um investimento específico para cada perfil: conservador, moderado e agressivo.

Negligenciar esses pontos ou desconhecer suas características pode fazer com que o investidor perca parte de seus dividendos. E você, quer saber mais sobre como aplicar isso na prática? Leia outros artigos do nosso blog que irão te ajudar.