Já invisto, mas como alcançar independência financeira? Uma entrevista com Eduardinho.

Já invisto, mas como alcançar independência financeira? Uma entrevista com Eduardinho.

Se você acompanha nossas dicas há mais tempo, as coloca em prática e utiliza um bom sistema de gerenciamento financeiro, é provável que já tenha controlado sua vida financeira e conquistado uma folga em seu orçamento.

Quando alguém chega nesta situação, o passo seguinte é começar a investir. Para isto uma opção é ir ao banco e aplicar na poupança ou conversar com o gerente, que muito provavelmente vai indicar um fundo que, segundo ele, é a melhor aplicação do momento.

Mas será que é mesmo? Se você está nesta situação e continua colocando seu dinheiro nas mãos do banco, mas tendo aquela sensação de que esse negócio tem sido melhor para o banco do que para você, não pode deixar de ler a entrevista abaixo.

Nesta semana, o Finanças Forever conversou com Eduardinho sobre os principais erros que as pessoas cometem na hora de investir o dinheiro e, principalmente, sobre como investir melhor o dinheiro sem precisar de correr os riscos que uma Bolsa de Valores possui. Eduardinho é auditor da Receita Federal e investidor qualificado da Bovespa há muitos anos. Em seu blog Carteira Rica ele ensina a seus leitores a terem rendimentos mais altos em suas aplicações, nos mais diversos tipos de investimentos.

Eduardinho, é um prazer tê-lo aqui no blog e receber sua contribuição para que nossos leitores deem mais um passo na direção da tão sonhada independência financeira.

Quais os principais erros que as pessoas cometem na hora de investir?

Creio que são dois. O primeiro erro do brasileiro é um erro de postura. Investir dinheiro deveria ser sagrado aqui, como é no Japão. Por falta de educação financeira, o brasileiro associa o investidor a uma pessoa ambiciosa, de má índole, ao passo que deveria pensar no benefício que a disciplina de poupar e investir traz, que é a independência financeira.

O segundo erro é o de achar que basta poupar por poupar. Ou seja, que se você tem uma sobra, o máximo que pode fazer é colocá-la no banco até que um dia possa comprar algum bem concreto, como um imóvel.

Você falou de independência financeira. Todo mundo fala nisso. Mas de que se trata, afinal?

Independência financeira tem vários significados, mas o núcleo gira em torno da possibilidade de realizar seus sonhos - como comprar um imóvel, ter disponibilidade de dinheiro para pequenos desejos - como viagens, e ter segurança para os imprevistos que ocorrem na vida de todo mundo - como uma doença própria ou de algum parente.

Fale mais do segundo erro e o que as pessoas podem fazer para não cometê-lo.

O erro de poupar por poupar é o comodismo do brasileiro que não acha importante aprender a investir o dinheiro de maneira mais eficaz. Ou não acha possível.

Deixando o dinheiro rendendo pouco no banco, ao invés de se aproximar da independência financeira, ele vê os sonhos ficando cada vez mais longe, principalmente se for um imóvel.

É claro que para boa parte dos brasileiros, isso é uma realidade intransponível. Para quem não consegue poupar, digamos, mil reais por mês (e a maioria da população está aí), não vale matematicamente a pena gastar tempo e dinheiro buscando um aumento no retorno, pois ele sempre será proporcional ao que se investe. Um aumento do ganho de 10% para 20% ao ano sobre R$ 200,00 não vale o esforço de comprar e estudar, por exemplo, um livro inteiro.

Porém, há várias pessoas, e não são tão poucas, que conseguem poupar mil reais ou mais por mês e colocam isso na primeira aplicação que o gerente oferece. Acham que a opção que existe é a Bolsa de Valores, que é uma caixa-preta. Essas pessoas não conhecem, mas deveriam conhecer o Tesouro Direto, que são os títulos da dívida pública vendidos pelo governo diretamente a qualquer cidadão pela própria internet.

Conhecer e investir no Tesouro Direto é o primeiro passo para ter um ganho considerável no retorno dos investimentos.

Mas o Tesouro Direto tem rendimento negativo às vezes. Não é arriscado?

Se a pessoa precisar do dinheiro no curto prazo, pode ser arriscado. Mas para quem investe para o longo prazo, posso te dizer que o risco é quase zero, pois o que ele rende de negativo em um mês, é compensado rendendo bem mais nos outros.

Eu tenho um curso online, por exemplo, que ensina aos meus alunos as técnicas que tenho utilizado para aumentar ainda mais a rentabilidade do Tesouro e manter um retorno de 24% ao ano no Tesouro Direto há vários anos. Nenhum banco vai oferecer isso.

Pode ser que em um mês o rendimento tenha sido negativo, mas se a pessoa estiver investindo para mais de 5 anos, essa é simplesmente a melhor e mais segura opção que existe. A Bolsa, por exemplo, é cheia de riscos e perdeu 27% de seu valor nos últimos 4 anos.

Então aplicações de banco não valem a pena?

Se, por um lado, 5 mil reais rendendo 10% a.a. no banco são 20,8 mil em 15 anos (sem investir dinheiro mensalmente), rendendo 20% a.a. esse dinheiro se torna 77 mil. Então, no longo prazo, uma diferença de taxa vale muito.

Mas claro, isso depende se a pessoa é capaz ou não de investir para o longo prazo, se é disciplinada e junta, digamos, uns mil reais por mês. Também é importante ter conhecimento de como lidar com planilhas eletrônicas (como Excel e BrOffice), que são os principais meios para fazer os cálculos de rentabilidade.

Pessoas que já alcançaram esse nível já estão aptas a passar para um novo patamar e devem fazer isso. Educação financeira é algo que nunca se deve parar de aprender e praticar. Às vezes é hora de dar um passo e um pouco mais longe. Mas com segurança, claro. Nós do Finanças Forever agradecemos pela entrevista concedida e por compartilhar um pouco do seu conhecimento com nossos leitores. Caso tenha interesse em conhecer o curso oferecido pelo Eduardinho e saber um pouco mais sobre o seu trabalho clique aqui e acesse agora a página do seu curso Carteira Rica.