5 dicas para investir em um novo comércio

5 dicas para investir em um novo comércio

É verdade que o mundo dos negócios não é para todos. Nem faria sentido se todo mundo fosse empreendedor, pois faltaria mão de obra qualificada no mercado de trabalho. Mesmo assim, os empresários não nascem sabendo e, muitas vezes, lhes falta a inspiração sobre como e onde fazer o devido investimento que dará aquele pontapé inicial no negócio.

Se você já passou ou passa por esse problema, saiba que você não é o único. A boa notícia é que existem várias técnicas que podem ser utilizadas por novos empreendedores no momento de iniciar um negócio do zero.

Melhor ainda, elas podem ser adotadas para diversos segmentos do mercado. Neste post, traremos as cinco regras de ouro que nenhum empreendedor pode ignorar se quiser obter sucesso.

Se você quer estar por dentro desse universo, acompanhe!

1. A importância de investir em si mesmo

Você já ouviu falar em “empresas juniores”? Nos últimos anos, o Brasil tem visto um crescente surgimento dessa nova modalidade de associação.

Graças a elas, são vários os jovens que têm se reunido cada vez mais para aprender com os grandes expoentes do mundo dos negócios.

Além da “empresa júnior”, porém, há também outras maneiras interessantes de adquirir conhecimentos que podem ajudar na longa e trabalhosa estrada que é a do empreendimento.

As principais formas de fazê-lo são por meio de palestras e workshops. Nisto, reside a primeira dica que podemos trazer: o empreendedor que está começando um novo negócio, seja ele jovem ou não, e seja um empresário de primeira viagem ou um veterano, precisa investir em autoformação.

As razões para investir em si mesmo são muitas, tais como:

  • Conhecer melhor o mercado;
  • Conhecer melhor a concorrência;
  • Compreender as soluções do momento;
  • A possibilidade de startar novas parcerias;
  • Não deixar de ampliar seu networking;
  • Ter contato com novas tecnologias.

Alguns desses eventos são gratuitos, por serem promovidos por grandes marcas que aproveitam para fazer merchandising. Neste caso, você estará investindo apenas o seu tempo.

Outros consistem em cursos, feiras e eventos pagos, porém, estes também são necessários. Não é possível que, nos dias atuais, um empreendedor deixe de participar dos principais encontros que ocorrem acerca do seu nicho.

Imaginemos que a pessoa vá investir na área automotiva, qualquer que seja a área. É importante que ela não perca, por exemplo, uma exposição de carros executivos de luxo, pois há um ponto importante nisso:

- Ainda que esse empreendedor fosse trabalhar na área de carros populares, bem distante do setor de automóveis de luxo, seria preciso lembrar que conhecimento nunca é demais. Certamente, há informações que o farão ter uma visão mais ampla a respeito do seu próprio nicho.

Dentro do mesmo exemplo, quando esse empresário for abrir uma campanha em torno de soluções voltadas para som automotivo retrátil, por exemplo, utilizará uma estratégia mais contextualizada e assertiva.

Além disso, não apenas no setor automobilístico, como em vários outros, é o mercado de luxo que dita quais serão as tendências do mercado popular.

2. O que vem a ser cultura corporativa?

A segunda dica valiosa é uma variação da primeira. Ela inclui investimentos mais amplos, embora mais acessíveis a qualquer perfil de empresário: o dos livros, artigos, cases de sucesso e estudos em geral.

Calma! Não se trata, obviamente, de ficar lendo coisas e mais coisas de maneira abstrata e desorganizada, o que aliás poderia tomar seu tempo e tirar um foco importantíssimo que é o da prática.

Naturalmente, há muito curso de áudio por aí que pode ajudar, bem como vídeos gratuitos na internet, especialmente quando o assunto é aprender dicas de gestão e um pouco sobre cases de sucesso.

Aqui, porém, trata-se de compreender o que seja uma cultura corporativa, o que exige estudo. Lembrando que esse conceito não é limitado apenas às grandes corporações e multinacionais líderes de mercado.

Afinal, a cultura nada mais é que definir a missão, os valores e a visão da empresa a respeito do mercado como um todo, da sua solução dentro dele, bem como da rotina entre os colaboradores que propulsionam o negócio.

Basta isso para entendermos que tal alinhamento é importante tanto para a loja de automóvel citada acima, que presta serviços como higienização interna automotiva, instalação de multimídia e afins, quanto para uma indústria de automóvel que exporta para dezenas de países.

Embora o conceito missão-valores-visão seja algo relativamente antigo no mundo corporativo, o de cultura corporativa é mais recente. Isso ocorre porque as empresas realmente têm mudado sua ótica sobre alguns fatores essenciais para o sucesso.

Então, faz sentido “investir” em cultura corporativa. Trata-se mesmo de aprender que todo conhecimento pode agregar valor e que muitas vezes o maior ativo da empresa é intangível.

Hoje, é comum ouvir falar em ativo intelectual. De fato, uma grande ideia pode transformar totalmente o seu negócio, mas para ela ocorrer você precisa ter uma estrutura que conte com alguns pontos essenciais, tais como:

  • Uma boa visão geral do mercado como um todo;
  • Uma boa gestão da solução oferecida (produto ou serviço);
  • Uma boa gestão das pessoas (da diretoria à recepção);
  • Gestão das metas de curto, médio e longo prazo, etc.

Tudo isso não passa, justamente, de cultura corporativa.

É preciso ter uma visão clara de como seu novo negócio vai sair do papel para tornar-se uma das melhores soluções, seja do país ou da cidade, seja da sua região ou bairro.

3. Como e por que escolher o melhor time?

Novamente, a próxima dica tem uma relação íntima com a anterior: trata-se de investir em pessoas. Muito se fala sobre a importância de “montar o melhor time”, mas como fazê-lo?

Muitas vezes isso começa na própria base do negócio, ou seja, na fase de definir o quadro de sócios. Há um princípio que diz que se alguém quiser chegar rápido, deve ir sozinho, mas se quiser chegar longe, deve ir acompanhado.

Às vezes, a ambição ou mesmo a falta de conhecimento pode fazer com que um negócio deixe de crescer ou mesmo de caminhar.

Por exemplo, se você tem uma empresa de festas e eventos e não consegue promover algo maior do que um buffet para 150 pessoas, talvez você precise de um sócio que tenha mais know-how na área.

Tentar contratar um gestor ou gerente, isto é, alguém assalariado para uma função tão estratégica, pode não ser um bom negócio. Portanto, às vezes é preciso dividir o bolo em mais fatias.

Depois do quadro societário, vêm os líderes e gestores. Eles podem ser diretores propriamente ditos, se o negócio já estiver em um nível avançado, ou podem estar no papel de um encarregado ou gerente geral.

O que faz a diferença é ter a certeza de que você, naquele momento e para aquela função, tem o melhor time possível.

4. O que aprender com as Indústrias 4.0?

Depois de ter a devida visão de mercado, bem como as pessoas certas na equipe, é preciso pensar na infraestrutura do seu negócio.

Naturalmente, isso depende muito do formato que será praticado, especialmente quando a diferença reside em produto ou serviço.

De qualquer modo, não é segredo para ninguém que a palavra do momento é automatização. De fato, vivemos na época das Indústrias 4.0 e da Internet das Coisas.

Hoje, tudo precisa estar conectado e permitir que o empreendedor tenha controle total de todas as etapas e processos da empresa.

Existe uma infinidade de softwares e hardwares que contribuem para isso. Um exemplo notório é o da indústria têxtil, que trabalha com uniformes personalizados, abadá customizado e trajes profissionais.

Ter uma linha de produção automatizada pode ser a diferença entre dominar o mercado e tornar-se uma referência no setor ou ficar para trás atendendo pedidos menores e pouco promissores.

5. Marketing: estratégias de ontem e de hoje

Provavelmente, indicar ações de marketing para um empreendedor nato é, como dizem, chover no molhado. Afinal, todo empresário sabe da importância de divulgar o seu próprio business.

O mais encantador é que isso vale para as multinacionais tanto quanto para o comércio local. Se você trabalha na parte de alimentação fora do lar, por exemplo, um banner para lanchonete certamente foi um dos primeiros recursos que lhe ocorreram, para não falar em panfletos ou mesmo outdoors.

Esse tipo de comunicação visual sempre foi, e continua sendo, de fundamental importância.

Muitas vezes, um simples banner pode ser a diferença entre uma pessoa apressada notar o seu estabelecimento e entrar, ou passar batido. Sobretudo quando a comunicação visual utiliza de recursos como a impressão de fotos, o que é fundamental na área de alimentos.

Em todo caso, porém, é preciso saber que os tempos mudaram. Por isso, atualmente, é fundamental investir em marketing digital. Note que algumas dicas valem para todos os setores:

  • Postar textos em redes sociais;
  • Vídeos em plataformas de compartilhamento;
  • A geração de conteúdo gratuito em blogs;
  • A loja virtual e/ou marketplace do seu setor;
  • Investir em newsletters e e-mail marketing, etc.

Obviamente, isso não significa deixar a publicidade tradicional de lado. Porém, saiba que hoje o marketing digital é um dos melhores investimentos que você pode fazer para o seu business deslanchar de vez.