17 de janeiro de 2018

UORREM BIFE – Uma história de erros e acertos no mercado de renda variável

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Uorrem Bife, vulgo Uó, é o pseudônimo que utilizo na blogosfera de pequenos investidores da qual faço parte desde fevereiro de 2013.

Tenho 37 anos e sou formado em engenharia elétrica mas atuo como microempresário na área de Tecnologia da Informação. Iniciei minhas incursões no mercado financeiro exatamente um mês antes do início da grande crise econômica moderna, lá pelos idos de maio de 2008. Naquela época, eu e meu pai, seduzidos pelas notícias vinculadas na mídia de que investir em ações era um infalível e grande negócio, transferimos “todas” nossas economias que até então repousavam serenamente na caderneta de poupança para os famigerados fundos de ações da Petro e Vale administrados pela Caixa Econômica Federal.

Meu pai até hoje tem as cotas daqueles fundos esperando que um dia irão se recuperar, mas eu resolvi liquidar tudo lá pelos idos de 2012. Antes desta liquidação, resolvi enfrentar o mercado à partir de meados de 2010 e comecei aportar dinheiro diretamente em ações, deixando as cotas dos fundos em banho maria. Realizava pequena compras mensais através do home-broker do meu banco comprando ações que eu ‘ouvia’ falar por aí.

Considero que estas compras foram meu segundo tombo na bolsa, pois escolhia empresas aleatórias para compra sem mesmo conhecer critérios de análise fundamentalista como margens, lucros, dívidas, ROE, etc. Uma vez que o capital continuava minguando mês a mês eu percebia que algo estava errado, as compras não poderiam continuar, naquela época eu tinha em carteira ativos como MMXM3, BTOW3, PDGR3, LUPA4 e outras tranqueiras. Foi então que, junto com a liquidação dos fundos Vale e Petro, resolvi liquidar todas as ações compradas nos dois anos anteriores, assumi o prejuízo e me preparei para uma nova vida no mercado financeiro.

À partir de meados de 2012 começo então estudar Análise Técnica comprando vários livros à respeito e vendo vídeos na internet de analistas renomados. Penso que encontrei a fórmula mágica e começo a realizar meus trades através de uma corretora com corretagens menores do que as cobradas pela corretora do meu banco. Aos poucos vou transferindo o dinheiro do banco para a corretora e realizando mais e mais trades.

No primeiro mês de trades o lucro foi de 5%, uau! Que legal, nos meses seguintes o resultado foi irregular mas fecho aquele segundo semestre de 2012 com um lucro de mais ou menos 10%. Nada mal para quem estava perdendo dinheiro há 4 anos. Mas foi uma doce ilusão porque se o mesmo dinheiro tivesse sido aplicado naquele ano em boas empresas e ficado quieto poderia ter rendido 10% ou mais, sem todo aquele estresse de gráficos e stops.

Então, no primeiro semestre de 2013, o mercado começa a desandar e os trades não mais funcionar, isto porque eu operava apenas na ponta compradora o que compromete muito o desempenho do trader em um cenário de baixa. Já cansado daquela vida resolvo parar com as operações e liquidar quase todos os trades em andamento o que coincidiu com a grande queda de 2013 em meados de junho (o terceiro tombo).

Como já vinha estudando Análise Fundamentalista há algum tempo, recomeço novamente a briga com o mercado em agosto de 2013. De lá para cá tenho executado o buy-ad-hold ativo, tema bem polêmico diga-se de passagem, mas que se encaixa perfeitamente no meu perfil de investimento. Lógico que continuei realizando alguns trades esporádicos em conjunto com o b&h porque não é fácil se desvencilhar de um hábito da noite para o dia, mas acredito que hoje em dia já me livrei deste vício por completo.

Atualmente, além das ações, invisto também em tesouro direto, FIIs, FIPs, LCI, LCA. Também escrevo no meu blog pessoal (http://blogdouo.blogspot.com.br/), que convido você a visitar. Creio que temos muito a discutir sobre este fascinante mundo, onde só sobrevivem aqueles que se propõem a estudar balanços de empresas e cenários econômicos.

 

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