26 de maio de 2018

O que muda com as novas regras do rotativo do cartão de crédito?

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O crédito é um recurso muito comum no dia a dia do consumidor brasileiro. Apesar de ser uma ótima ferramenta para o bom controle financeiro, o seu funcionamento combinado com a má utilização pode resultar em dívidas e contas muito além da capacidade de quitação do usuário.

Visando proteger o consumidor e diminuir o risco de endividamento, o Conselho Monetário Nacional estabeleceu novas regras do crédito rotativo na Resolução n.º 4.549, que passou a vigorar em 3 de abril deste ano.

Crédito rotativo do cartão

O crédito rotativo é uma modalidade oferecida pelos bancos que pode ser utilizada quando não há condições ou intenção de pagar a fatura completa do cartão.

Assim, pagando o valor mínimo, o valor restante é incluído na fatura do mês seguinte e, enquanto isso, o limite de crédito diminui conforme o valor a ser pago.

Da mesma forma, conforme o saldo devedor é quitado, o limite do cartão volta ao normal.

Essa operação podia ser repetida quantas vezes fosse necessário, ou seja, o mínimo do cartão sempre poderia ser pago e a dívida poderia ser acumulada para o mês posterior. Porém, com as novas regras do crédito rotativo, isso mudou.

As alterações são importantes e merecem atenção, pois mudarão a forma como o consumidor costumava pagar o cartão de crédito.

Nova regra do mínimo

Agora, o rotativo do cartão só pode ser utilizado no mês do pagamento da fatura, isto é, a possibilidade de pagar o valor mínimo e acumular o restante para o mês seguinte só existe para o primeiro mês.

O saldo devedor se torna, então, o novo mínimo da próxima fatura do cartão.

Novas taxas de juros

Os juros sobre o saldo devedor na modalidade rotativa faziam as dívidas subirem às alturas.

Com as novas regras do crédito rotativo, caso o valor acumulado no mês subsequente à utilização do rotativo não possa ser pago, a instituição pode oferecer ao usuário a opção de parcelamento ou financiamento da dívida.

De acordo com a Resolução n.º 4.549, essas opções devem ser mais vantajosas para o cliente do que o crédito rotativo e, por isso, os juros acabam sendo bem mais baixos.

Montante a ser pago após parcelamento

Depois de negociar a dívida, as próximas faturas ficarão um pouco mais complexas. Além do valor tradicional, que são os gastos do cartão, também serão acrescentados os juros referentes ao parcelamento negociado e as prestações de parcelamentos anteriores, se existirem.

Contudo, é importante lembrar que as instituições bancárias não são obrigadas a oferecer a possibilidade de parcelar a dívida.

Portanto, conhecendo as mudanças, a atenção agora deve se voltar para o bolso, já que a única opção após o primeiro mês de atraso é negociar a dívida.

Dessa forma, caso as parcelas fixas não possam ser pagas e acabem atrasando, o seu nome entrará na lista de inadimplência dos órgãos cadastrais.

Mesmo com as novas regras do crédito rotativo, sabemos que controlar os gastos do cartão de crédito não é tarefa muito simples. Para melhor controle financeiro, é imprescindível a utilização de bons softwares de gestão (programas que ajudam a evitar gastos desnecessários e exagerados).

Quer conhecer algumas ótimas opções que vão ajudar nas finanças? Fale conosco!

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