20 de julho de 2017

O que é ETF

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Para o investidor não profissional, ETF é a maneira mais fácil de investir em ações.

Os ETFs são fundos de índice, ETF (Exchange Traded Fund) são fundos, ou conjunto de ações, que buscam replicar um índice existente na Bolsa de Valores. No Brasil temos diversos deles, mas vou citar apenas alguns: índice Bovespa, índice de pequenas empresas (Small Caps), índice de consumo e varejo, índice de construção civil, entre outros.

No português claro, o ETF é um conjunto de empresas que representa o índice em questão. Um pacotão de companhias de cada setor ou índice.

Cada ETF tem um código, como das ações individuas (PETR4, para Petrobrás, VALE5 para Vale do Rio Doce). Seguindo os exemplos citados acima, no caso do índice Bovespa o código é BOVA11, índice small caps é SMAL11, índice de consumo é CSMO11 e o índice de empresas do setor de construção civil, também conhecido como índice imobiliário é MOBI11. Além do PIBB11 que representa o índice das 50 mais negociadas na Bolsa. O administrador dos ETFs no Brasil é a iShares – BlackRock.

Assim sendo, um ETF você pode negociar normalmente através do Home Broker da sua corretora de valores. Sem taxas extras para isso. A quantidade mínima do lote padrão é de 10 cotas, diferentemente das ações individuais que é de 100 papeis. Então, os ETFs são facilmente negociados e oferecem liquidez diária, uns mais, outros menos liquidez, mas sempre com flexibilidade na hora da compra e venda.

A maior vantagem que vejo para se investir em renda variável através de ETFs é a questão da diversificação que este fundo de índice lhe proporciona. Se você pretende investir em 10 empresas diferentes, diversificando assim seus investimentos, terá que estudar no mínimo 10 vezes aqueles dados financeiros chatos. Além da diversificação, vou citar outras.

Outras vantagens:

  • Sem perda de tempo em análises de gráficos e financeiros das companhias.
  • Baixo Custo
  • Dividendos reinvestidos automaticamente

Tempo é dinheiro, por isso outro ponto positivo é poder comprar um ETF e assim investir em um conjunto de empresas sem precisar ficar na frente do computar por horas analisando os dados de cada companhia. Saiba qual análise utilizo particularmente para investir em ações => Seja uma análise fundamentalista, ou análise técnica.

As taxas de administração cobradas pela administradora dos ETFs são das mais baixas do mercado. Exemplos: BOVA11 com taxa de 0,54%, SMAL11 com taxa de 0,69% – e já é descontada automaticamente do valor da cota do fundo. Por isso vejo o baixo custo com taxas uma bela de uma vantagem.

Sobre os dividendos, cada empresa paga uma porcentagem diferente de dividendos, que significa dividir os lucros com os acionistas. A Petrobrás, por exemplos, paga 4,7% de Div.Yield, que é dividendo pago por ação dividido pelo preço da ação. É o rendimento gerado para o dono da ação pelo pagamento dos dividendos.

No caso dos ETFs, esses dividendos das empresas que fazem parte do índice, representado por cada ETF, é automaticamente reinvestido no próprio ETF. Você não gastará dinheiro para reinvestidos, comprado mais cotas ou ações, nem perderá tempo analisando de onde veio esse dinheiro que entrou na sua conta. Bacana essa vantagem heim.

Como desvantagens, eu analiso duas principais e critico a que mais me incomoda.

Desvantagens:

  • Baixa liquidez em alguns ETFs.
  • Imposto de Renda

Existe sim a baixa liquidez no mercado de ETF, mas em casos como o BOVA11, PIBB11 e SMAL11 isso é pouco visível. Já o CSMO11 e MOBI11 tem pouca negociação diária. O mais negociado é BOVA11, com uma média de +1.000 negócios diários.

Isso pode ser ruim para alguns e para outros nem tanto. Como dinheiro investido em Bolsa de Valores é para longo prazo, procuro não ver a falta de liquidez com um problema. Mas é uma desvantagem.

Imposto de renda é cobrado dos ETFs. Isso mesmo, não há isenção de imposto de renda para vendas das cotas (com lucro). Odeio imposto de renda. Sempre que você fizer uma operação de venda de um ETF, calculando o lucro, é também necessário calcular o imposto de renda. Nas vendas e compras de ações individuais, o investidor é isento de imposto de renda desde que a negociação seja abaixo de R$ 20.000,00 no mês.

Como o regulamento da lei diz que os ETFs sigam a tributação da regra de fundos em renda variável, ou seja, determina que no mínimo 95% da carteira do fundo seja composto por ações, a tributação do imposto de renda é de 15% sobre o ganho de capital (lucro na venda). Independente que valor você venda na operação. Isso não acontece com as ações individuais, como foi citado acima.

Conclusão

Investir em ETF em vez de comprar ações individuais diretamente pode ser um ótimo negócio, pois proporciona rapidez e eficiência. Tudo em uma única transação. Você ganha tempo e dinheiro.

Em meus investimentos particulares eu mesclo investimento em ações individuais e em ETF. Faço isso porque com algumas empresas me sinto a vontade em investir nelas. Procuro diversificar através desse sistema pessoal.

Mas, se você investir em BOVA11 e SMAL11 terá uma super hiper diversificação sem muito esforço e, com eficiência e transparência. Além disso, sugiro a leitura do artigo: introdução de investimento em ações.

E ai, você investe em ETF? Se ainda não, nos diga por que. Quem sabe eu posso lhe ajudar.

Está interessado a aprender mais sobre o assunto? Leia o resumo do livro Como Investir Dinheiro.

Um forte abraço a todos. Abraços e sucesso!

No Twitter @everton_ric até a próxima.

Fontes: iShare e BM&F; Bovespa

Links visitados em: 06/11/2011 às 14:00hrs. (GMT 00).

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