26 de julho de 2017

O fim do petróleo e a curva de Hubbert

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Com toda esta história dos protestos no norte da África e no Oriente Médio, o petróleo me chamou muita atenção. E com o terremoto/tsunami na Ásia, mas especificamente no Japão, aumentou meu interesse pelo assunto já que a economia asiática precisará de mais e mais recursos deste óleo cru extraído no mundo.

O petróleo pode chegar ao fim? Será o início do esgotamento das reservas de petróleo?

Sobre o tema “Crise do Petróleo”, também escrevi dois artigos aqui neste blog anteriormente, são eles: “Medidas diante a crise do petróleo” e “Para onde vai o petróleo da Líbia“.

Assim sendo, surgiram várias dúvidas…..

Quanto de petróleo ainda nos resta? Para quantos anos? E se um dia os aviões se tornarem peças de museu, símbolos de uma época em que a humanidade podia permitir-se voar? E se o preço da gasolina subir tanto que será considerado um luxo? Que somente os milionários e bilionários teriam direito.

Será que isso tudo um dia pode acontecer? Isto poderia ocorrer se o petróleo, que hoje vale ouro, chegar a sua escasez. Assim como a água, outro bem tão ou mais valioso que o próprio petróleo.

Quem foi Marion King Hubbert?

Em 1956 um geofísico cientista norte americano, Marion Hubbert [1], que trabalhou na Shell Oil Company [2], anunciou uma curiosa teoria, mais conhecida como “Peak Oil” [3]. A que sempre se a negado credibilidade, mas os governantes dos países desenvolvidos (leia-se EUA, e Europa como um todo) sempre olharam para ela com “rabo de olho.”

Analisando os dados sobre as reservas de petróleo dos EUA, concluiu que em quinze (15) anos se atingiria o máximo de extração do óleo cru nos 48 estados continentais, ou seja, todo o país menos Hawaii e Alaska.

Ninguém lhe deu credibilidade nem tampouco levaram a tal pesquisa a serio, porque até então a exploração de petróleo naquela potência aumentava dia a dia: se produziam seis (6) novos barris para cada um que se consumia.

Mas Hubbert tinha razão: a produção dos Estados Unidos alcançou seu pico máximo em dezembro de 1970. Desde então, o preço do óleo cru disparou em um rally de alta fortíssimo e o país passou a ser de exportador a importador integro.

Apesar dos muitos milhões de dólares já gastados para buscar petróleo em cada canto daquele país, em 1980, a parte continental dos EUA produzia somente 6,9 milhões de barris por dia frente aos 10,2 de 1970. Hoje essa cifra caiu dastricamente para menos de 4,5 milhões. O resto de petróleo que a  “ainda” primeira economia do mundo necessita é importada.

Cada ano que passa, os números acima citados dobram porque se produz menos petróleo localmente e seu sistema econômico exige fazer crescer ainda mais o consumismo.



Teoria do pico de Hubbert.

A teoria do pico de Hubbert [3], também conhecida como cenit do petróleo, o pico do petróleo ou esgotamento do petróleo, é uma influente teoria sobre a taxa do esgotamento do produto em si ao longo dos anos. Prevê que a produção mundial do óleo cru de boa qualidade alcançará seu cenit e depois declinara tão rápido como subiu o volume explorado.

O resultado de tudo isso é o fator de limitador da extração do petróleo e o custo econômico.

Ainda assim, sendo controvertida, esta teoria é amplamente aceitável na comunidade cientifica e na indústria petroleira. O debate não esta centrado em se existira um pico de extração, mas sim quando ele vem a ocorrer, já que sabemos e é evidente que o petróleo é um recurso finito.

Uma rápida reflexão.

Os países industrializados e emergentes estão cada vez mais sedentos de energia, enquanto os poços estão se esvaziando rapidamente. As reservas de petróleo deverão ser suficientes para, ao menos, 40 anos. Mas segundo certos científicos, poderíamos nos afrontar com este problema antes, já que extraímos mais da metade de todo o recurso natural nos dias de hoje.

Um dos maiores problemas mundiais será quando este recurso chegar ao fim, ou então quando a produção não puder mais satisfazer uma demanda em explosão: se nos anos setenta (1970~1979), mais de 50% da humanidade vivia sem petróleo, hoje todo o planeta desenvolve uma imagem de um mundo industrializado.

Quando se esgotará o petróleo? Não sabemos e são muitas as dúvidas.

Mais uma vez, o problema não é o esgotamento deste recurso natural tão valioso. Petróleo seguirá ai em nossas vidas por pelo menos uns 100 anos. Mas haverá cada dia menos, com baixa qualidade e cada vez será mais caro explorá-lo.

O problema esta na demanda. Todas nossas tecnologias e indústrias estão relacionadas, em algum ponto, com produtos ou subprodutos derivado de petróleo, e especialmente dependente da produção do mesmo em forma de energia barata.


Veja este gráfico elaborado em 2004.


O petróleo produz hoje cerca de 80% de toda energia consumida em nossa civilização. O petróleo e o gás são usados para produção de energia elétrica, transportes, lubrificação, maquinas agrícolas, produção de fertilizantes e pesticidas, produção de plásticos e matérias compostos de sintéticos, é a base de uma enorme variedade de produtos químicos e farmacêuticos. Em vários destes processos, para o petróleo não há substituição. Esses são os principais problemas com o fim do petróleo.

Para terminar, definitivamente, os mais de seis (+6.000.000.000) bilhões de habitantes do planeta, se encontram em um ponto crucial da história: o de seguir crescendo em população e seguir tentando aumentar as atividades econômicas enquanto o principal combustível do mundo esta perto do fim.

O petróleo esta desaparecendo e a cada dia se produz menos óleo cru de alta qualidade no mundo. A cada ano entre 2 a 4 % menos em comparação com o ano anterior.

Como na produção mundial de petróleo, estamos todos como em um momento crucial na vida de cada um de nós, quando começam aparecer as rugas, cair os cabelos, os músculos já não tem tanto vigor, aparecem umas “pelancas” e perdas de memória e neurônios.

Podemos nos enganar, pintando os cabelos brancos, voltando a academia, visitando os cirurgiões estéticos, usando roupas de jovens, boné, e etc. Mas se a esperança de vida dos brasileiros esta próxima a 80 anos e nosso RG disse que temos 75, não devemos enganarmos mais do que o necessário.

Pense nisso.

Um forte abraço a todos e até a próxima. Siga me no Twitter => 


Fontes: [1]   http://en.wikipedia.org/wiki/M._King_Hubbert

             [2]   http://en.wikipedia.org/wiki/Shell_Oil_Company
[3]  http://en.wikipedia.org/wiki/Hubbert_peak_theory

                    visitados em 12/03/2011 as 20:00 (GMT+00:00)

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