26 de março de 2017

Negocie suas dívidas

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Com sede de negociar as dívidas, mas não sabe como?

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Há uma camada da população brasileira que está com a corda no pescoço. Devido ao aumento contínuo da renda e a falta de informação. Na verdade, por falta de conhecimento, ou ainda, por preguiça de se informar melhor. Estar em dívidas vai além de ganhar pouco, pode significar ganhar “bem” e não saber administrar as receitas. Muitos recebem um montante mensal acima da média e mesmo assim estão endividados. Não sabem administrar suas receitas.

Alguns possuem o péssimo costume de colocar a culpa nos outros, culpam os bancos, as instituições financeiras e as administradoras de cartão de crédito pelas suas enormes dívidas. Aqueles que possuem esse defeito, precisam manter em mente que a causa real de sua distorção financeira são eles mesmos.

Dívidas boas

Vale lembrar que também há as dívidas boas. No livro: Dívida boa, dívida ruim: saber a diferença pode salvar a sua vida financeira, de Jon Hanson. O autor explica o poder de alavancagem da chamada “dívida boa”. Que é quando, por exemplo, efetua-se a venda de sua casa própria para investir o dinheiro em um empreendimento, tornando-se dono de um negócio próprio. Assumindo assim um financiamento imobiliário, ou mesmo, passando a morar de aluguel.

Entretanto, o foco desse texto são as dívidas ruins. Basicamente, existem três regrinhas simples e mais comuns, para sair do vermelho: renegociá-las; buscar alternativas de refinanciamento, quitar as dívidas de juros maiores primeiro.

Procure o credor e renegocie sua dívida

O primeiro passo e talvez o mais importante, é buscar os credores e saber a que ponto está sua dívida. Quanto está pagando de juros, se há cobrança de juros sobre juros, e qual o montante total da dívida.

Após esse primeiro contato, seria interessante saber também se há algum desconto na renegociação dos valores proposto pelo credor. Nesse momento, é fundamental deixar claro que você está interessado em pagar a dívida. Desde que esta seja um valor justo, sem juros abusivos e com desconto, se efetuar o pagamento do montante total à vista.

Sabendo todos esses detalhes, você tem mais capacidade de negociação. Além de que, poderá decidir-se melhor em buscar um empréstimo com juros menores do que o da dívida em questão.

Quitar as dívidas de juros maiores primeiro

Geralmente, quando se está devendo para a cantina ao lado do trabalho, mensalidade da universidade ou ao mercadinho do bairro, esses casos são considerados como de fácil renegociação e dívidas de baixo valor. Nesses episódios o caminho mais simples é conversar com o credor de uma maneira informal. Recalcular as parcelas, para que as mesmas sejam pagas conforme suas receitas mensais. É primordial assumir o pagamento no menor prazo possível, eliminando assim o pensamento contínuo desse incômodo. Extinguindo o estresse emocional que uma dívida possa causar.

Já as dívidas com o cartão de crédito, limite do banco e/ou cheque especial, costumam ser circunstâncias com maiores moléstias. Tarda mais em negociar e os juros são os mais altos do mercado. Portanto, recomenda-se “trabalhar” com mais efetividade nessa situação. Não deixe pra depois. As dicas são as mesmas do primeiro item: procure o credor e renegocie suas dívidas. Entretanto, não tarde muito nesse primeiro contato. Quanto mais você demorar em fazer uma primeira negociação, maior será o valor da dívida. Você levará um susto.

Poderá também fazer uso de um sistema de controle financeiro online calcular o rombo que os juros estão fazendo na suas contas. Sugiro verificar um dos “5 sites de controle financeiro pessoal online” postados aqui no blog.

Busque por empréstimos secundários, com juros menores

Feito essas análises iniciais citadas acima, a alternativa é pagar ou pagar. Porém, se os valores totais lhe parecem um absurdo. Adquirir um empréstimo com juros mais baixos pode ser a solução. A operação é simples de entender. A sugestão é fazer um empréstimo relativo com o montante total da dívida, quitá-la e comprometer-se a pagar mensalmente as novas parcelas adquiridas.

Existe um exemplo clássico que os consultores financeiros adoram contar. Imagine uma família que deve o montante de R$ 10.000,00 ao banco ou no cartão de crédito. Com juros de 12% ao mês ou mais. Essa família decide, todos juntos, de comum acordo, que irão vender o veículo da família para quitar essa dívida e comprar outro de menor valor, em prestações, com juros de 5% a mês. Juros bem mais baixos do que os da dívida.

Como alternativa, considere obter um empréstimo a juros menores em outra instituição, o suficiente para quitar as pendências anteriores. Mas para isso, precisa-se saber o valor exato da dívida. Inclusive quanto de juros o credor está cobrando mensalmente. Para cada caso há uma solução. Considere o re-financiamento do automóvel e/ou da casa própria como alternativa. O proprietário deve determinar o pagamento mensal estimado conforme sua condição financeira atual. Além de saber precisamente quanto de juros estarás pagando durante o curso do novo empréstimo.

Conclusão

Então, para quitar as dívidas, possibilidades há: negociar, assumir compromissos e quitá-las.

É claro que depende de uma pessoa para outra, é fato que o “querer” pagar as dívidas influência no resultado final. O estado emocional conta muito nesse momento de decisão.

O maior problema quando se encontra em uma situação como essa, endividado, é a relação entre o dinheiro e a família. É praticamente impossível ter felicidade, transmitir alegria, contagiar com energias positivas e ao mesmo tempo, levar uma vida tranqüila quando as contas fugiram do controle. Saber lidar com as contas e manter a calma neste momento difícil é essencial.

Agora lhe pergunto: será que esta situação é providente da falta de rendimento ou da falta de planejamento?

 

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