24 de outubro de 2014

Modelo de orçamento familiar

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Quando escrevi o artigo Aprimorando o orçamento doméstico percebi algumas dúvidas por parte dos leitores. Sempre há aqueles que ainda não sabem por onde começar quando tem que por no papel todos os gastos e ganhos mensais.

Modelo de orçamento doméstico – Créditos da Imagem: freedigitalphotos.net

O mais simples modelo de orçamento familiar disponível também é o mais utilizado. É aquele que se faz em casa, normalmente pelas mães, que usam somente um caderno, um lápis e uma calculadora para manter em dia as contas da casa.

Nesse modelo apresentado acima, as despesas são anotadas às pressas, sem muito critério e, em sua forma mais simples, esse caderno serve apenas para manter registradas as contas a pagar, sem incluir os gastos do dia a dia.

O maior problema dessa planilha em caderno e amadora é o fato de possibilitar que se saiba apenas quanto faltou ou sobrou de dinheiro no final de cada mês. Sendo que, o papel fundamental do orçamento doméstico é servir como uma ferramenta de previsão. Orçar, nesse caso, é conhecer antecipadamente quanto vamos ganhar e quanto vamos gastar, permitindo que se faça o planejamento financeiro do mês.

Em suma, um orçamento deve minimamente servir para nos dizer, por exemplo, que, se comprarmos a bicicleta que o Pedrinho deseja, de forma parcelada, em abril e não à vista, em julho, teremos de pagar juros, enquanto se comprarmos em julho, além de evitar os juros poderemos obter um desconto pelo pagamento à vista, além de algum rendimento sobre o valor das parcelas que deixamos de pagar em maio e junho. Ou seja, com o orçamento doméstico familiar podemos tomar as decisões mais acertadas, mesmo que para isso tenha que desagradar o Pedrinho por algum tempo. Esse modelo mais simples de planejamento financeiro envolve apenas algumas noções básicas de finanças pessoais ou educação financeira.

Normalmente, essas características de finanças parte de somente um dos membros da família, que é o responsável por manter as contas em dia, utilizando de suas habilidades para com a economia doméstica turbina seu orçamento doméstico, sendo que os demais não participam – por costume ou por falta de convite – em assuntos que digam respeito à gestão do dinheiro necessário para manter a família.

Quando pensamos num segundo modelo de orçamento familiar, pensamos em algo bem mais aprimorado, que além do registro das despesas, inclui a previsão de gastos. O controle é minucioso: para cada item de despesa são registrados dois valores, um previsto, que é a estimativa de quanto será gasto com aquele item e, outro, o realizado, que é o valor efetivamente gasto. Por isso, o orçamento sempre acontece antes do mês começar. Aliás, ele é antecipado não apenas em relação ao mês seguinte, mas por seis meses ou até um ano, afinal trata-se de uma ferramenta de planejamento e, quando o assunto é dinheiro, não dá para brincar.

Manter esse plano financeiro em dia também se tornou uma tarefa simples, uma vez que no lugar de papel, lápis e calculadora, usamos o Excel, que permite fazer simulações quanto aos valores previstos. Nesse modelo, a educação financeira se faz presente em vários aspectos. Primeiro, todos os membros da família se encontram conscientes e atentos sobre a necessidade de manter bons hábitos quanto à economia em casa e ao dinheiro, a exemplo de itens básicos quanto ao consumo de energia, às compras no supermercado e ao uso de cartões de crédito e do cheque especial – assunto que ainda veremos mais detidamente em futuro breve.

Antes de terminar deixo alguns links interessantes com diversos modelos de planilhas financeiras disponíveis gratuitamente na web:

Abraços,

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