27 de março de 2017

Investidor jovem, quase maníaco

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Um conhecido meu de longa data me ligou hoje. Pedro, o grande. Nos conhecemos em um clube, não é um clube qualquer, neste clube não existe piscina, campo de futebol ou golf.

Foi na minha primeira visita em um clube de investimento, indicado por um amigo que já era “sócio”. Neste clube em especifico, ou grupo de amigos, você só é aceito por indicação. Primeiro participa de uma ou duas reuniões, conhece o pessoal, o gestor, e depois decide com quanto de dinheiro você quer entrar.
Ele, jovem, solteiro e em busca de liberdade nos investimentos, sem muita experiência, já participava do grupo a mais de 2 anos. Procurava adquirir mais experiência, para que no futuro pudesse administrar sua carteira de investimentos individualmente. Possuía certa habilidade, tinha caráter e era estudioso.  
Pedro estava um pouco confuso sobre a gestão do portfólio de investimento do tal clube. Por isso me ligou. Gostaria de saber quanto realmente o gestor “aposta” e quanto ele “investe”. Qual a porcentagem entre o controle de risco e a diversificação.
Ele pessoalmente não acredita em diversificação.
Entre uma coisa e outra, me disse o que pensava a respeito: “- Ou você acredita no potencial da empresa ou desacredita e sai fora o quanto antes.”
A diversificação pode ser considerada da seguinte forma: alocar sua carteira de investimento em diferentes setores e classes. Ex. Renda variável, renda fixa, imóveis e cambio.
Apesar de nesta história estarmos falando apenas de renda variável, pois o clube de investimento investe em papeis negociados na bolsa de valores, para diversificar o portfólio basta o gestor alocar em empresas de diferentes setores. Quanto mais diversificado, menos exposto ao risco.


Através da volatilidade anual você pode medir os riscos, porém com uma maior exposição ao risco, a carteira tem chances de uma rentabilidade maior.
Em um destes encontros do clube, nos deparamos que a porcentagem da rentabilidade da carteira era maior que o controle de risco. Isso significa que não era tão arriscado assim fazer as diversificações que o gestor acreditava como sendo as corretas. Em resumo, diversificando você controla o risco de seus investimentos.
Identificar qual o grupo ou setores que vão crescer mais ou menos é quase impossível, se não, é pelo menos uma tarefa árdua de executá-la. A correlação entre os setores, sugere que, quando um esta caindo, normalmente outro pode estar subindo.
Meu amigo Pedro estava disposto a mostrar suas preferências pelo setor de commodities. E chegou logo perguntando: “- Quanto do nosso dinheiro você aposta?”
Recebeu a resposta no mesmo tom: “- Entre 20 e 25 %.” Sem muitas explicações o gestor logo percebeu de que se tratava. Ao invés de discutir ou dar desculpas, mostrou a rentabilidade do mês e a anualizada. Como todos já sabiam as rentabilidades dos anos anteriores, a discussão terminou sem mesmo ter começado.


 Não existe debate quando o tema é diversificação, além de ser útil para o portfólio de qualquer um e de não atingir muito o psicológico, te disponibiliza tempo para outras atividades que são importantes em nosso dia-a-dia, já que não requer preocupação ou acompanha-la constantemente.
Um forte abraço a todos e até a próxima.
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