24 de junho de 2019

Índice de endividamento: conheça seu comprometimento financeiro

Ajude o Finanças Forever a crescer ainda mais. Curta e compartilhe nossa página!

indice-de-endividamento-conheca-seu-comprometimento-financeiro

Todos nós temos dívidas. Normalmente, ter dívidas é sinal de más notícias a caminho. Mas essa ideia dentro do senso comum não é 100% precisa. Mais importante do que o valor que você deve, é o seu Índice de Endividamento.

Você não conhece esse termo? Tudo bem, não tem problema. Esse indicador não é muito conhecido mesmo, mas ele é extremamente útil pois é o responsável por dizer se sua dívida é “boa” ou “ruim” (com muitas aspas aí).

Não entendeu? Sem problemas, basta continuar lendo para saber mais sobre o Índice de Endividamento!

O que é e qual a importância do Índice de Endividamento?

Imagine uma empresa que possui uma dívida atual de cerca de R$ 50 mil. Isso é algo ruim ou bom? Como praticamente tudo em relação a Economia, a resposta será “Depende”.

Se a empresa do nosso exemplo tiver um faturamento mensal de R$ 1 milhão e um saldo em caixa de mais R$ 500 mil, então essa dívida é irrisória. Já se a empresa faturar apenas R$ 1.500 por mês e tiver um caixa zerado, então a situação é muito grave.

Para conseguir adicionar um pouco de contexto e interpretação ao seu endividamento bruto, é preciso compará-lo com a saúde financeira da sua empresa através do Índice de Endividamento, um valor que vai medir a relação entre as dívidas e os recursos de uma empresa.

Com esse dado, será possível entender se a empresa se encontra num ciclo de crescimento saudável ou se sua situação está um pouco mais complicada, dependendo de empréstimos e contração de dívida para se manter em funcionamento.

Como calcular o Índice de Endividamento de uma empresa?

Nós já vimos que é o Índice de Endividamento que joga um pouco de luz na questão do endividamento de uma empresa, e ajuda a compreender se esse valor é “alto”, “baixo”, “saudável” ou não.

Mas como calculá-lo? Simples, basta seguir essa fórmula:

  • IE = (PASSIVO / ATIVO) * 100

Nesse caso, cada termo significa o seguinte:

  • IE é o Índice de Endividamento;
  • Passivo é a somatória dos valores do passivo circulante (contas de fornecedores, salários, impostos, financiamentos e empréstimos, ou seja, todos os valores exigíveis em até 360 dias) e a somatória dos valores do passivo não circulante (os valores a pagar com prazo maior de 360 dias);
  • Ativo é a soma de todos os valores do ativo circulante de uma empresa, como fluxo de caixa ou uma conta de banco, contas a receber e estoque.

O que a fórmula faz é pegar o total de dívidas de uma empresa (tanto a longo prazo, como a curto prazo) e dividir pelo total de recursos que esta possui. A multiplicação por 100 no final da fórmula serve para apresentar o IE em porcentagens.

Como interpretar o resultado do Índice de Endividamento?

Muito bem, agora você já sabe como calcular o Índice de Endividamento de uma empresa e, talvez, até já tenha calculado o seu valor só para ter uma base de comparação. Mas o que você faz com a porcentagem obtida? Como ela pode ser útil para você ou sua empresa?

A primeira interpretação para um Índice de Endividamento é simples: quanto maior o Índice, mais perigosa a situação. Um IE acima dos 70% é um Índice de altíssimo risco, por exemplo.

Porém, números só são úteis quando aplicados a um contexto e é necessário ter isso sempre em mente quando for interpretar um Índice de Endividamento.

Imagine uma empresa que pega um empréstimo enorme para abrir uma filial em um novo mercado. Essa dívida eleva o IE da empresa para 60% – algo preocupante, certo? Só que a dívida foi gerada para fazer um investimento que vai dar lucro lá na frente (uma nova filial). Portanto, é um crescimento saudável.

Então para concluir, podemos perceber que o Índice de Endividamento é um ótimo indicador da relação entre dívidas e recursos de uma empresa, ajudando a adicionar um pouco de contexto no valor bruto de uma dívida.

E aí, gostou de aprender mais sobre o Índice de Endividamento? Não esqueça de deixar um comentário dizendo se essa informação foi útil, e como você pretende aplicar esse conceito nas suas finanças!

Gostou disto? Curta nossa página e compartilhe este conteúdo com seus amigos.

Adicionar comentário

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *