25 de junho de 2019

Fatura do cartão: por que o pagamento mínimo é uma roubada!

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Vamos supor que a fatura do cartão chegou e, por falta de dinheiro, você teve que fazer o pagamento mínimo. Isso já aconteceu com você? Pois saiba que esse procedimento pode ser péssimo para a saúde das suas finanças pessoais. Afinal, quem opta pelo pagamento mínimo pode rapidamente cair no chamado “efeito bola de neve”, que só faz a dívida aumentar. Para ter sempre equilíbrio financeiro, confira a seguir por que pagar o mínimo da fatura do cartão de crédito é uma roubada!

Juros sobre juros pesam no bolso

A decisão de fazer o pagamento mínimo já demonstra que a pessoa gastou mais do que podia. Para piorar, ao rolar a maior parte da dívida para o próximo mês, entra-se no chamado “rotativo” do cartão de crédito, que possui uma das maiores taxas de juros do mercado. Por exemplo, uma conhecida empresa de cartão de crédito cobra 15,89% ao mês de juros de financiamento da fatura, o que corresponde a 501,49% ao ano. Com taxas assim, uma dívida de R$ 500 pode passar dos R$ 3 mil após 12 meses. Para você ter uma ideia do impacto dos juros do cartão de crédito, quem deixa dinheiro aplicado na caderneta de poupança, quando ganha muito, obtém uma taxa de juros em torno de 9% ao ano.

Pagamento mínimo não resolve

Quando alguém opta por pagar o mínimo da fatura do cartão de crédito, na verdade, financia o valor restante, como se fizesse um empréstimo. No mês seguinte, o valor da fatura será muito parecido com o do mês anterior, por causa dos juros cobrados. Isso sem contar eventuais prestações de compras parceladas, que podem aumentar ainda mais o valor. Você já deve estar imaginando aonde essa conta vai chegar, não é mesmo? Se você não conseguir quitar a fatura do cartão inteiramente, no mês seguinte é provável que também não consiga, já que o valor será semelhante ou até maior. Daí surge a expressão “efeito bola de neve”.

Quitar a fatura do cartão deve ser prioridade

Na hora de pagar as dívidas, você deve quitar primeiro aquelas que possuem os juros maiores, como a fatura do cartão de crédito. Se não fizer isso, os juros vão multiplicar a dívida rapidamente. Em condições extremas, caso realmente não consiga quitar, você deve tentar parcelar a fatura, já que os juros do parcelamento são menores do que os do pagamento mínimo. Outra possibilidade é trocar de dívida por uma que tenha juros menores. Por exemplo, existem outras opções de crédito, como o empréstimo pessoal ou o crédito consignado (debitado direto na folha de pagamento), que possuem juros menos impactantes no seu bolso do que os do cartão de crédito. Em situações assim, você quitaria a fatura do cartão e pagaria o empréstimo “mais barato”.

Planejamento financeiro ainda é a melhor solução

Para evitar estresse, brigas na família e perdas de dinheiro, a melhor solução para uma vida financeira saudável é fazer o planejamento, além de ter um controle financeiro. Uma orientação importante é cuidar para que o valor total das suas dívidas não ultrapasse a quantia da sua renda. Além disso, busque utilizar o cartão de crédito de maneira racional e não como uma extensão do seu salário. Sempre que possível, pague o valor integral da fatura do cartão. Dessa forma, você poderá aproveitar apenas os benefícios do cartão de crédito, como a possibilidade de parcelar compras, além do ganho de vantagens, como milhas aéreas, descontos em cinemas, entre outros bônus.

Você já precisou fazer o pagamento mínimo da fatura do cartão? Como conseguiu quitar a dívida? Compartilhe sua experiência aqui nos comentários. Participe!

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