24 de julho de 2017

Fatores da Pobreza – Mapa Mental

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Quais fatores envolvem a pobreza? Existe um mapa mental para ficar rico?

Créditos da imagem: freedigitalphotos.net – Fatores da Pobreza

Vou tentar exemplificar, de uma maneira rápida. Até porque o post deve ser menor do que um gigante livro, pois esse tema poderá dar muito o que falar.  Vou mostrar os fatores psicológicos. Vou dar minha opinião e citar exemplos pessoais de cada um deles. E se você, caro leitor, puder nos ajudar, deixe seu comentário dizendo quais fatores mais interfere na pobreza das pessoas. Ajude-nos a descobrir a cura para esse mal. Deixe seu recado.

Quando escrevi o texto: “Eliminando hábitos da pobreza” incluindo um mapa mental, sugiram algumas dúvidas sobre: o que é mesmo ser pobre? E qual atitude envolve mais a sua vida para ser pobre?

Vejam, o objetivo do blog Finanças Forever não é criticar os pobres ou os menos “aceitos” pela sociedade. A minha meta é educar as pessoas e ajudar a todos a terem um nível mais elevado de Educação Financeira. Vocês também podem notar que escrevo mais sobre dicas de economia e como ajudar os endividados do que dicas e sugestões de investimentos. Isso porque eu sinto que a maior parte da população que necessita realmente ajuda são os endividados, ou seja, os que possuem um nível muito baixa de Educação Financeira.

Citarei os fatores da pobreza, que já foram lembrados no livro e programa de treinamento online “A Classe Alta” de autoria de Seiiti Arata, fornecido pela Arata Academy.

Aqui vai os cincos fatores que selecionei e que considero como os principais motivos psicológicos que lhe prende na classe média, na pobreza, na miséria…

1º. Psicologia de Consumo

2º. Cultura e Genética

3º. Influência Familiar

4º. Hábitos Negativos

5º. Medo

O intuito desse artigo é escrever sobre os 5 principais fatores que “prendem” a maioria da população na classe média ou que façam permanecer com uma mentalidade de pobreza. Vou também dar exemplos práticos de como esses fatores nós faz pensar como os pensamentos daqueles da classe média.

Vamos à eles, vou aprofundar um a um:

1º. Psicologia de Consumo

O primeiro fator que te prende na zona de conforto da classe média é a psicologia do consumo: pensando assim, a psicologia do consumo aproveitou de mim na minha adolescência. Digo isso, porque não fui educado financeiramente. Então, meus olhos viam os amigos comprando tais coisas e eu gostava de comprar as mesmas coisas (tênis, relógio, celular etc).

O que isso tem haver com a psicologia da riqueza? Tudo. O consumo a partir deste momento é promovido pelo desejo irracional, já que na verdade eu estava consumindo por intuição irracional. Pergunte a seu bisavô quantos pares de sapato ele comprava quando adolescente.

Somos bombardeados diariamente por dezenas de publicidades de marketing. Os mesmos tentam a todo instante convencê-lo de que esse é o melhor momento para se comprar algo.

Bom, no geral, fui afetado pelos colegas e amigos de escola. As garotas eram mais apaixonadas pelos que usavam relógios bons…

Minha psicologia do consumo foi alterando aos poucos, conforme fui crescendo e amadurecendo. Mas tudo mudou mesmo, quando resolvi sair de casa pra morar sozinho. Foi quando aprendi a administrar minhas contas por conta própria. Buscava mais receita e gastar menos. Já não tinha meus pais para bancar minhas contas mensais.

Então, o desdobramento da psicologia do consumo não vem de marqueteiros manipuladores, mas sim de nós mesmo. Podemos perfeitamente entender que o ato de consumir não é um ato de amor e atividade de lazer e sim de necessidade. Portanto, de nada vale deixar de dar carinho aos seus filhos hoje para amanhã lhe dar presentes caros. Esse ato é psicológico e não racional.

Esse fenômeno é bem notável nas grandes capitais brasileiras. No final de semana, os shoppings centers estão sempre lotados. Muitos associam o ato de fazer compras como forma de lazer. Essa é a psicologia de consumo.

2º. Cultura e Genética

A cultura é de consumismo. Portanto, é cultural comprar sem preconceito. Mas isso nem sempre foi assim. Nós evoluímos e nos tornamos assim, muito mais rápido que a evolução dos seres. Nossos ancestrais nem imaginavam que um dia tudo iria ser como é hoje. O ritmo de transformação em nosso meio social e cultural é muito mais rápido do que a evolução genética, que demora milhões de anos para produzir mudanças significativas.

A partir dos meus 21 anos, foi quando me senti obrigado a controlar a tal da “Evolução Genética” e cultural, evitando comprar por impulso, controlando meus gastos pessoais e reivindicar meus direitos de consumo consciente, evitando dívidas e débitos desnecessários.

Fui dominado pelos meus recentes antepassados amigos. Tive também uma influência familiar de consumo sem preocupações. Também seria pedir muito, exigir que meus pais soubessem muito sobre finanças. Eles foram educados em outra época. Não sei exatamente o porquê, mas eles não tinham uma preocupação com a Educação Financeira. Assim como muitos brasileiros de sua época.

Sobre transformações culturais. Um exemplo disso é a educação alimentar no Brasil a temos atrás. Pouco antes, não existiam tantos comentários em revistas, jornais e TV sobre a importância do equilíbrio na alimentação. Quem deixa apenas a intuição no controle de alimentação acaba adquirindo peso excessivo. Pois hoje, além de não haver necessidade de acumulo de gordura, o nível de Educação Alimentar é muito maior que antigamente. Conseguem ver a evolução na alimentação das pessoas? A importância de fazer exercícios físicos regulares. Esse é um exemplo de evolução cultural.

Já sobre as finanças, o mesmo pode estar acontecendo. Antes todos pensavam no momento e deixaram as razões irracionais levarem para o lado do consumo exagerado. Sem controle. Transformando uma cultura de consumo. Devo confessar que sempre é difícil esse controle interno de consumismo, mas nos dias de hoje temos muito mais informações.

Além disso, vale lembrar que vivemos muitos mais anos agora que antigamente. Temos uma probabilidade muito maior de vivermos até os 100 anos. Somos mais ativos e nos alimentamos melhor. Por isso vale a pena poupar e investir para o futuro. Não deixe a cultura do consumismo contagiar você. Estude para elevar seu nível de Educação Financeira.

3º. Influência Familiar

Dinheiro na mão é vendaval – créditos da imagem: freedigitalphotos.net

Um dos grandes exemplos sobre a influência familiar no Brasil é o investimento em imóveis. Todos aprendem desde pequeno que comprar imóveis para alugar é o melhor negócio. Posso lhes dizer que minha família sempre foi muito dividida. Meu pai é mais consciente e menos gastador. Minha mãe sempre foi gastadeira.

Tenho uma pequena história para contar: moramos em estados diferentes (quando estou no Brasil), quando vou visitá-la sempre pergunto se a mamãe está precisando de alguma coisa, um presente, uma roupa etc – que com o tempo deixo acumular os presentes – aí completo dizendo: “mãe, vamos comprar uma sandália nova, um calçado etc.” A resposta da senhora de 60 anos: “filho, não se preocupe, tenho tudo que necessito, mas se você quer ajudar mesmo, poderia pagar essa prestação pra mim”.

Quando bato o olho na grossura do carnê, mais de 20 páginas, ou seja, 24 parcelas. Até desanima saber que toda a aposentadoria dela é direcionada para pagar parcelas de coisas e objetos que ela comprou em estabelecimentos como a Casas Bahia.

Meu pai: um senhor, trabalhador, assim como minha mãe. Fui influenciado fortemente pelo meu pai à investir em imóveis. Desde pequeno ouvia: “quem compra terra nunca erra”. Eu o admiro, pois veio de baixo, de uma família de baixa renda, mas nunca comprou nada parcelado, nem mesmo uma TV, nem o carro, nem os terrenos. Tudo à vista. Com ele prendi muito. Porém, errei em meus investimentos. Hoje possuo imóveis em meu portfólio, mas sei que necessito diversificar mais.

Vejam como minha família me influenciou dos dois lados. E garanto que a de vocês influencia também. Mas aprendi sozinho o equilíbrio. Busquei, me informei, estudei e continuo estudando, aprendendo. Busco progredir com humildade. Prosperar.

Além disso, hoje sabemos que existem inúmeros diferentes oportunidades de investimento. Um para cada perfil de investidor. A informação e o conhecimento continuam sendo os mais valiosos fatores que devem ser levados em conta antes de escolher onde investir seu dinheiro. Não há investimento certo ou errado, mais rentável ou menos rentável. O que há é diversos tipos de investimentos para diferentes perfis de investidores.

Minha família me influenciou muito, tano no consumo como no investimento. Sorte a minha que hoje sou investidor ao invés de consumidor descontrolado. A influência familiar conta muito, pois é uma das forças mais fortes em nosso dia a dia. É um fator enorme em nossas decisões.

4º. Hábitos Negativos

Sempre fui otimista. Mas existem algumas pessoas que sempre reclamam de tudo e todos. Exemplo: “minha carteira está vazia porque ganho pouco”, “o governo não me ajuda em nada”,ou ainda “meu patrão é muito pão duro e só aproveita de mim”, e por ai vai…

Reclamar de tudo e de todos não o levará em lugar algum. Tem que por a mão na massa. Unir o pensamento positivo e a ação. Agir hoje e não amanhã. Hábitos são poderosos. Por isso, possuir hábitos negativos como: preguiça, gastar demasiado, reclamar de tudo, entre outros, é o mesmo que não sair do lugar e ficar olhado, paralisado esperando as coisas caírem do céu. Obviamente, saber escolher a hora certa de agir ajuda. E isso pode representar uma enorme mudança em sua vida. Pois, saber quando será o exato momento de comprar a casa própria (quando se tem um montante de dinheiro maior para a entrada, ou pagamento à vista), é a grande diferença que me refiro. Os hábitos negativos dos brasileiros é comprar tudo parcelado, até a casa própria. Pô, mas se a casa for sua só daqui à 30 anos! Pense nisso!

Ela ainda não é sua propriamente dita, é do banco, pois se você atrasar mais de 6 pagamentos ela vai a leilão judicial.

O custo da oportunidade entra como uma enorme diferença nas suas finanças e seus investimentos. Ter hábitos positivos conta na hora de investir. Quer um exemplo clássico: saber comprar na baixa e vender na alta. Crescimento de capital. Hábito de riqueza é quando o investidor compra um ativo e logo (pode tardar anos) vende a um valor (preço de mercado) maior do que o de compra.

Como disse na primeira frase: sou bem otimista. Procuro sempre ter pensamentos positivos. Busco projetos onde as metas a serem alcançadas são realistas. Um exemplo particular meu: sempre quis morar no exterior. Coloquei na cabeça, desde adolescente, que viveria na Europa ou EUA algum dia. Economizei todas minhas receitas. Busquei ofertas de trabalho no exterior. Fiz um estudo completo da situação e tracei um plano. É claro que o plano inicial teve mudanças. Mas consegui cumprir meu objetivo: morar no exterior. Morei na Espanha por 3 anos e estou na Irlanda a mais de 2, quase 3.

Os hábitos e pensamentos negativos da comunidade brasileira da classe média estão aprisionando eles mesmos. Necessita-se mudar de hábito.

5º. O Medo

O Grande Medo – Créditos da imagem: freedigitalphotos.net

O medo! Você tem medo dê que? Possui pensamentos medrosos em relação ao dinheiro?

Vejam, ter pânico de ficar rico, porque será seqüestrado no futuro, é um medo sem graça. Medo das pessoas se aproximarem de você somente pelo montante de dinheiro que você possui em sua conta bancária, é outro medo pequeno. Estabeleça amizades concretas.

Os prejuízos que o medo pode lhe trazer é muito maior. Não tenha temor de alcançar suas metas. Trace metas e objetivos claros e realistas, assim superará o seu medo interno.

Napoleon Hill diz que o medo é a grande causa da timidez, procrastinação, indiferença, indecisão e falta de ambição e entusiasmo. Leia mais sobre procrastinação aqui.

Pânico, receio, temor, horror são os sinônimos de medo. Se você tem pânico de ser rico, eu não. Se você tem receio de ser milionário, eu não.

Eu tenho temor de ficar a mercê do Governo quando for aposentado. Estou buscando superar esse meu medo interno, mas sei que os pensamentos positivos vão me ajudar.

Horror à pobreza o torna arrogante. E pode tirar a concentração de qualquer pessoa. Não faz sentido ter medo da pobreza nos dias de hoje. Com uma abundância de pensamentos materialista, o que te leva a ser pobre é o medo de ficar rico.

Medo do fracasso é o temor em parecer idiota. Fracassar faz parte da vida. Muitos empreendedores de potencial fracassaram em seus primeiros negócios. No livro Pai Rico Pai Pobre, Robert Kiyosaki, lembra da importância em fracassar para entender melhor o processo do enriquecer através do empreendedorismo e investimento. Fracasso não é pecado. Não tenha medo!

Conclusão

Apenas busque eliminar um a um os cinco fatores da pobreza. Encontrar o equilíbrio e depois eliminar da sua vida os fatores que lhe prende no pensamento semelhante da classe média brasileira.

Busque alternativas de consumo consciente e elimine a psicologia do consumo. Faça um regresso no pensamento e veja o que você fez no passado (10 anos) e o que isso lhe influenciou hoje. A genética lhe prende ao passado? A influência familiar está lhe afetando em suas escolhas de riqueza? Tente explicar aos seus amigos e familiares o porquê da sua mudança de hábito. Pensamento e hábitos negativos lhe prendem ao que chamamos de classe média. Seja autêntico e busque alternativas de investimento.

Elimine completamente o medo da sua vida. Não tenha medo de compartilhar com os outros suas idéias e projetos. Ninguém vai roubar sua ideia genial. Hoje em dia, muitos possuem ideias inovadoras, mas a grande diferença será na hora de agir e colocar a mão na massa. De nada adiantará você proteger sua idéia e não implementar os projetos. Tem que fazer acontecer.

Você saberia me dizer quais são os fatores que mais lhe influenciam? Eu dei vários exemplos. Quais são os seus?

Um forte abraço a todos e até a próxima. Tenham um ótimo final de semana! Bom feriadão a todos! :-)

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