26 de março de 2017

Escolhendo uma corretora para investir, valores mínimos iniciais, freqüência dos aportes e os riscos

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Créditos da imagem: freedigitalphotos.net

Iniciante em Bolsa de Valores? Leia e aprenda a investir.

Está é a segunda parte de um texto educativo sobre investimento em ações. Ele é fruto de uma parceira entre o Finanças Forever e os blogs Efetividade e Valores Reais, onde você lerá a parte 01, clicando aqui, e a parte 03 clicando aqui.

Este conjunto de 3 posts estão direcionados para quem esta começando na bolsa de valores, ou seja, para os investidores iniciantes que desejam investir em renda variável.


Para se tornar um investidor na bolsa de valores, você necessita escolher uma corretora de valores. O processo desta escolha é relativamente simples. Aconselho uma pesquisa online, e entre amigos que já utilizam este tipo de serviço. Assim você poderá ter uma melhor idéia sobre o que a tal corretora pode te oferecer.

Existem três itens que considero importantes na hora de eleger uma corretora de valores:

Taxa de corretagem: É o valor que a corretora cobra por ordem executada. Em uma pesquisa que fiz na web, as corretoras em media cobram entre R$ 2,99 a R$ 20,00. Este valor que você necessita pagar para investir seu dinheiro, é o custo da operação. Por isso procure escolher a menor taxa possível, desde que seja uma corretora que te ofereça além de baixo custo, uma boa qualidade.

Taxa de custódia: É uma taxa mensal onde é cobrado sobre a custódia dos papeis que estão em sua carteira de investimento. O valor vai desde isento a R$15,00. Este valor é cobrado pela BM&F; Bovespa. Algumas corretoras repassam o mesmo para seus clientes, outras não. Em alguns casos, você pode se isentar da taxa de custódia se executar uma quantidade mínima de ordens mensais. Por exemplo, na corretora Ágora, caso o investidor realize pelo menos uma operação por mês, está isento dessa taxa.

Serviços e atendimento: Devemos levar em conta os serviços “gratuitos” que a corretora te oferece, como: múltiplas plataformas de negociações, análises gráficas, análises fundamentalista, cursos e palestras, incluso vídeo aulas online, mobile broker, calculadores de IR (Imposto de renda), notícias do mercado, indicações de carteira recomendada, chats com especialistas, SMS e inúmeros serviços que existem por ai. No caso do atendimento, temos que saber qual é a sua preferência. O atendimento telefônico, ou online, se a corretora dispõe de 0800, call back, chat online, e-mail etc.

Bom, as corretoras em geral, oferecem uma enorme gama de serviços. Analise com atenção os mesmos, e calcule seu custo. 

Veja mais sobre o que é necessário para abrir uma conta numa corretora, clicando aqui, lendo a primeira parte, escrito pelo amigo Jônatas do Efetividade.blog.br.

A partir do momento que você abrir a sua conta junto à corretora, devidamente escolhida anteriormente, é necessário fazer a primeira transferência de recursos para começar a operar. Esta transferência é feita via TED ou DOC, de uma conta que esteja no nome da mesma pessoa, física ou jurídica, que abriu a conta, tendo que ser o mesmo documento cadastrado na corretora.

Não existe um valor mínimo inicial, porém algumas corretoras exigem um aporte mínimo. Quando você for abrir sua conta vale pesquisar este detalhe. Exemplo disso é a própria Ágora, que exige um depósito mínimo de R$ 5 mil para ativação da conta. No entanto, a maioria das corretoras não exigem tal aporte.

Quando o departamento financeiro identificar seu depósito, sua conta é ativada e você receberá uma senha, para poder operar via Home Broker.

Home Broker é o nome da plataforma de operações online, onde você executa suas ordens de compra e venda de papeis junto a BM&F; Bovespa, através do Home Broker de sua corretora.

O mesmo número da conta da corretora é o número da conta na BM&F; Bovespa. Cadastrado em seu nome e endereço. Você receberá mensalmente em sua casa, um extrato com todos os detalhes e movimentos da sua conta na BM&F; Bovespa.

Logo após este início, você passará a interagir com sua corretora automaticamente, tudo online, por causa de seu próprio interesse e motivação de iniciante, pelos assuntos correlacionados com o mercado e pela facilidade de entrar em contato com eles.

Os aportes mensais são indicados para todo perfil de investidor: conservador, moderado e o arrojado. Efetuando aportes (compras) mensais você passa a administrar melhor seu portfólio. Procure sempre fazer pequenos aportes mensais no inicio, aumentando gradativamente. Com a prática você vai começar a operar, ou seja, efetuar compras e vendas, com mais naturalidade.

Também existem investidores que fazem aportes trimestrais ou semestrais. Este investidor procura acumular um certo valor na poupança para depois transferir para a corretora, pois com um valor muito baixo não compensa pagar a taxa que o banco cobra para fazer o DOC. Eu mesmo, acumulo, bimestral , para transferir um valor que o considero adequado para mim. Assim a cada 2 meses faço um re-balanceamento nos papeis de empresas que tenho em carteira. Este balanceamento faz parte de minha estratégia de investimento em renda variável, onde procuro manter uma média de porcentagem dividida por setores. Exemplo: 25% no setor de petróleo, 25% bancos, 25% energia elétrica e 25% consumo e varejo.

O balanceamento adequado de seu portfólio é indicado para poder controlar os riscos do investimento. Risco esse, que é mais alto no investimento em renda variável, como na bolsa de valores.  Existe um efeito saudável em sua carteira de investimento, quando se executa uma estratégia onde a correlação entre ativos é menor possível, ou seja, o setor de consumo não tem nenhuma correlação com o setor de bancos (financeiro).

A diversificação dos papeis que constam em sua carteira em custódia na bolsa de valores é a arma contra o risco. Assim sendo, sabemos que quanto menor a correlação entre as companhias em que você está investindo, maior o controle do risco, esse é o efeito da diversificação. Além disso, aumenta as possibilidades de um retorno maior, até porque há sempre um setor que vai melhor do que outro no decorrer do ano.

Exemplo disso: foi o setor de consumo (varejo) e de construção civil, que aumentaram muito seus lucros nos últimos 2 anos, assim, consequentemente, a performance das empresas destes setores, negociadas na bolsa, teve uma rentabilidade ótima no mesmo período.

O risco de sua carteira de investimento é controlado automaticamente quando você passa a analisar o balanceamento entre classes e setores. Você poderia investir (comprar) somente em “blue chips”, que são grandes companhias e de alta liquidez no mercado, porém comprando papeis de uma companhia de cada setor. Seguindo uma estratégia de diversificação o risco reduz bastante.

Leia mais sobre a mágica da diversificação, na terceira parte da obra, clicando aqui, onde o amigo Guilherme do blog Valores Reais.com escreveu sobre o tema.

É isso ai pessoal, tentamos exemplificar o máximo tudo que o investidor iniciante poderá encontrar pelo longo caminho dos investimentos em renda variável. A busca de informações é a chave do negócio. Quanto mais informação você colher sobre o assunto, mais facilidade encontrará para investir seu precioso dinheiro na bolsa de valores. O investimento consciente aumenta as possibilidades de retornos maiores. Leia e eduque-se, sempre.

 

Pra finalizar, recomendo aos investidores iniciantes, a leitura obrigatória do Livro Como Investir Dinheiro, de Rafael Seabra. Antes de decidir adquirir o livro, você poderá ler o resumo do livro Como Investir Dinheiro que escrevi aqui no blog.

Um forte abraço a todos, em especial aos dois blogueiros amigos, Jônatas e Guilherme, e desejo a todos que tenham uma ótima semana.
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