7 erros comuns no imposto de renda que você deve evitar

7 erros comuns no imposto de renda que você deve evitar

Muitos contribuintes se mostram aborrecidos na hora de declarar o Imposto de Renda. E isso ocorre não apenas porque correm riscos de perder parte de sua renda em favor dos cofres do Estado, mas também porque podem cometer erros no preenchimento da declaração anual. E alguns pequenos erros podem leva-los à malha fina, que é quando a Receita Federal solicita a verificação de dados e pode até inscrever o contribuinte na dívida ativa. Que tal ver alguns erros comuns e tomar cuidado para não cometê-los?

Deixar de declarar rendimentos

Quando o contribuinte omite rendimentos seus ou dos dependentes, como os serviços que tenham sido realizados como autônomo ou um emprego em que se tenha ficado somente por três meses de experiência, corre-se o risco de cair na malha fina do Leão. A Receita Federal cada vez mais aproveita alta tecnologia digital e conta com pessoal capacitado para conferir esta sonegação de dados, a partir do cruzamento com as informações trazidas pelas empresas. Devem-se revelar todos os rendimentos passíveis de tributação, como salários, pró-labores, aposentadorias e aluguéis.

Digitar ponto em vez de vírgula nas indicações de valor

O programa gerador de declaração do IR não aceita o ponto (.) no lugar da vírgula (,) para separar os centavos nos valores monetários. Aliás, isto corresponde a marcas anglo-saxãs de sinalização e fere a norma de escrita correta do português. Portanto, é preciso separar os centavos sempre com vírgula.

Não comprovar despesas médicas

As despesas médicas podem ser abatidas do IR de modo integral. Entretanto, justamente por isso, os órgãos fiscalizatórios e a Receita Federal podem pedir a demonstração dos gastos que o contribuinte teve com os médicos e intervenções clínicas. Vacinas e a compra de medicamentos não podem ser descontadas, e os reembolsos das despesas médicas devem ser escritos nos campos de parcelas não dedutíveis. Preserve todos os recibos de pagamentos médicos por cinco anos, a partir da data de entrega de sua declaração do IR do ano-base.

Declarar valores distintos do que consta na fonte pagadora

É importante que o contribuinte declare exatamente o que recebeu de cada fonte pagadora, a fim de que não existam divergências entre esses dados. A falta de cuidado ao indicar os algarismos pode lhe trazer problemas no futuro.

Atualizar o valor de seus bens

Se você possui bens a declarar, caso pertençam a você há anos e tenham sido apontados em outras declarações anteriores, você não poderá atualizar seus respectivos valores. O carro ou apartamento, por exemplo, devem continuar a ser declarados pelo preço de aquisição, e não atualizados pelo valor de mercado. Somente as benfeitorias consentidas e com declaração legal poderão ser adicionadas ao valor original do bem.

Não declarar o recebimento de pensão alimentícia

As pessoas que recebem pensões alimentícias devem declarar esses rendimentos, porque quem paga pode deduzir os valores pagos. E de forma integral. Haverá, inevitavelmente, o cruzamento de dados pelo Fisco.

Declarar doações feitas a entidades assistenciais

É importante ficar atento para o fato de que a legislação tributária só permite a dedução de doações feitas a fundos controlados por Conselhos Municipais, Estaduais ou Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente. Além disso, o abatimento é limitado a 6% do imposto devido.

Antes de sofrer alguma penalização do Leão, se você percebeu que algum desses erros acima foi cometido por você, não se atrase em elaborar a declaração retificadora, no mesmo software gerador que está disponibilizado online pela Receita Federal. Saiba que isso só é possível no prazo de 5 anos, e que sua declaração incorreta não pode estar sob processo de fiscalização ou investigação federal.

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