26 de março de 2017

Entrevista com Guilherme do blog Valores Reais

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A seção “Blogueiros Notáveis” está crescendo, e conforme entrevistamos “celebridades” da blogosfera financeira nacional, posso me orgulhar cada vez mais. Pois estou tendo a oportunidade de conhecer a conversar com muita gente “fera das finanças”. Já passaram por aqui verdadeiras personalidades.

E hoje não poderia ser diferente. Conversei com meu amigo Guilherme, autor e responsável pelo blog Valores Reais. Um dos blogs novatos (apenas 2 anos e meio), porém dos mais renomados quando o assunto é frugalidade.

Guilherme é uma pessoa gente boa demais, que me ensina um bocado, e trocamos muitas idéias boas por e-mail. Conversamos sobre outros assuntos além de finanças. Nós conhecemos há pouco tempo, mas já posso lhes dizer que somos amigos.

O site Valores Reais é onde encontramos preciosas dicas de milhagens de cartão decrédito, qualidade de vida, além dos mais puros incentivos de vida frugal. Um estilo de vida sem exageros econômicos. E claro, com muita informação sobre investimento passivo.

Acompanhe nosso bate papo e divirta-se.
Everton: Meu amigo Guilherme, que prazer recebê-lo aqui no blog Finanças Forever. Seja bem vindo!! Grato por  conceder essa entrevista e façamos dela um bate papo entre amigos.

Guilherme: Everton, em primeiro lugar, quero lhe parabenizar pela evolução e crescimento do blog Finanças Forever, que vem apresentando, diuturnamente, aos seus qualificados leitores, conteúdo de primeiríssima linha sobre educação financeira e investimentos. Você, ao trabalhar com sensibilidade e apuro técnico temas que às vezes parecem tão nebulosos aos olhos do cidadão comum, consegue cumprir muito bem o trabalho de um genuíno educador financeiro. Meus parabéns!
Everton: Muito grato amigo, é uma honra recebê-lo aqui m minha “casa”.  Guilherme, como blogueiro de um site direcionado para a educação financeira, o que pensa a respeito do nível da educação financeira dos brasileiros? Estamos em nível crescente?

Guilherme: Que eu venho observando é um aumento crescente do interesse dos brasileiros por educação financeira, o que é normal e condizente com a própria evolução da nossa economia. Afinal, à medida que mais pessoas vão ascendendo na escala social, seja ganhando mais, seja consumindo mais, mais contato elas vão ter com relações de natureza econômica. Logo, cuidar bem do próprio dinheiro passa a ser algo não apenas necessário, mas também fundamental, para que os brasileiros possam viver em paz com seu dinheiro. E tudo isso começa com uma educação financeira de base. O desafio é enorme, principalmente em um país de dimensões continentais como o Brasil, e onde larga parcela da população ainda não tem níveis satisfatórios de educação básica. Mas a educação financeira está aí, e veio para ficar e se expandir cada vez mais, acompanhando no mesmo ritmo o crescimento econômico do Brasil.

Everton: Às vezes, as pessoas precisam serem lembradas constantemente sobre a importância de controlar suas finanças. Sei que é difícil essa pergunta, mas, mesmo assim vou arriscar. Por que muitos sabem que nessa época temos muitos gastos (festas de final de ano e impostos de janeiro, volta às aulas), e mesmo assim não possuem um controle e/ou planejamento financeiro para esses períodos?
Guilherme: Pergunta excelente e que vem a calhar nesse momento de euforia em relação ao final de ano! Veja como a situação é paradoxal: essa costuma ser uma época do ano em que as pessoas costumam receber mais grana – por conta do décimo terceiro salário, bônus, comissões, adiantamento de férias etc. – mas, ao invés de separarem parte dessa dinheirama toda para se planejar para o ano vindouro, acabam muitas vezes fazendo o contrário, isto é, acumulando mais dívidas por meio da compra de produtos muito além de suas possibilidades financeiras. Mas por quê isso acontece?

A resposta tem um nome, meu amigo: decisões emocionais. É difícil separar o racional do emocional quando você vê vitrines com aquelas ofertas “tentadoras”, e, ao mesmo tempo, tem um dinheiro no bolso que pode viabilizar essas compras. Só que esse dinheiro, assim como muitos dos outros recursos que temos à nossa disposição, como tempo, energia etc., é um recurso limitado, que necessita ser gasto da melhor forma possível, uma vez que há obrigações no começo do ano que necessitam serem pagas com uma reserva maior de dinheiro, como impostos (IPVA, IPTU etc.), e mensalidades escolares.

Ocorre que muitas vezes somos vencidos pela conversa sedutora de vendedores profissionais (sendo nós, muitas vezes, consumidores “amadores”), vendedores esses que são treinados para apelar aos sentimentos do consumidor na ânsia de vender seus produtos. E, como nessa época do ano, temos a tendência de ficarmos mais cansados e esgotados por conta de um ano de trabalho exaustivo, muitas vezes não nos damos conta de que estamos gastando dinheiro onde não deveríamos gastar. A dica que eu dou, portanto, pode se resumir numa frase: “não deixe que as emoções negativas influenciem suas escolhas de consumo”.

Everton: Buscar informação, se educar financeiramente é o que recomendo aos meus leitores. Será mesmo possível mudar-se uma vida com educação financeira? Temos um paradigma difícil de ser decifrado?

Guilherme: Sem dúvida, Everton! Da mesma forma que a educação escolar prepara as crianças para o acesso ao conhecimento formal, abrindo-lhe o mundo, por exemplo, da escrita e dos números, e a educação universitária prepara os jovens para uma profissão, a educação financeira prepara as pessoas para uma relação mais saudável com o dinheiro. Com essa poderosa ferramenta em mãos, as pessoas passam a perceber que falar de dinheiro não é pecado, e que o dinheiro deve ser entendido como um instrumento que melhora as nossas vidas nas áreas em que ele é ou pode ser útil.

E a educação financeira é tanto mais importante na medida em que muitas – senão a maioria – de nossas relações não financeiras são permeadas, ou ao menos tange, aspectos econômicos, desde a escolha de uma profissão (que pague uma remuneração decente), até uma simples saída num restaurante (em que escolhem os pratos normalmente baseados no lado direito do menu, ou seja, no preço).

Educar-se financeiramente não significa apenas conhecer melhor as opções de investimentos que bancarão nossa aposentadoria, mas também entender os motivos pelos quais compramos esse ou aquele produto. Ou seja, trata-se de um processo de aprendizagem contínua e permanente, cujo resultado é uma vida mais equilibradae um melhor controle do dinheiro.

Uma nota rápida de Everton:
Educar-se financeiramente é saber dizer não na hora certa. Ter consciência de uma boa compra. Sabedoria nos gastos é sobre tudo consumir de acordo com seu poder aquisitivo. É sobre esses detalhes que estou escrevendo em meu livro (eBook) que será lançado muito em breve.

É claro que a educação financeira, por si só, não é suficiente para que a pessoa tenha a solução de todos os seus problemas, pois é preciso também cuidar da saúde, dos aspectos familiares, das relações sociais etc. Mas ela é uma ferramenta adicional que, se bem utilizada, pode proporcionar grandes resultados práticos a quem se dedica a aprender mais sobre finanças pessoais.

Everton:Com toda sua experiência de leituras de todo nível financeiro, desde iniciante até avançado, peço a gentileza que nós indique alguns livros para os iniciantes nas finanças. Você tem seus preferidos?

Guilherme: Sim, claro! Quem está iniciando no mundo da educação financeira tem altas probabilidades de se apaixonar por esse tema tão empolgante! Ainda mais se for leitor assíduo do blog Finanças Forever,que tem se destacado pelo empenho de seu autor – Everton – de buscar transmitiras melhores informações possíveis para o leitor se educar financeiramente.

Para os iniciantes no mundo das finanças, o melhor que recomendo é o livro Dinheiro e Vida, de Joe Dominguez eVicki Robin, porque é um livro que não aborda apenas aspectos relativos aeconomia doméstica e investimentos: antes, trata-se de um livro que fala sobre valores, sobre as razões pelas quais é tão importante cuidar bem do próprio dinheiro, no contexto de sua vida pessoal, social e profissional. Posso dizer que se trata de um livro de princípios, um clássico das finanças pessoais, e que, apesar de ter sido escrito há tantos anos, suas lições permanecem atuais emais importantes do que nunca.

Além dele, para que os iniciantes tomem gosto pelo mundo das finanças, indico também:

O milionário mora ao lado, de ThomasStanley e William Danko, que traz uma revelação surpreendente: a maioria dos milionários norte-americanos pratica a frugalidade!

Dinheiro pode comprar felicidade, de MP Dunleavey, que fala da importância de não ser “pão duro” quando se trata de usar o dinheiro para melhorar a qualidade de vida.

Vamos falar de dinheiro? de Conrado Navarro, para mim a obra feita sob medida para quem está iniciando no processo de educação financeira, uma vez que o Navarro conta sua história pessoal, com exemplos práticos e, que já foi entrevistado aqui no Finanças Forever: Entrevista com Conrado Navarro. O livro nos apresenta o mundo das finanças pessoais no contexto da sociedade brasileira em que vivemos, o que é fundamental para entender os motivos pelos quais quem se educar financeiramente terá uma vida melhor no Brasil que se descortina.

 

Nota de Everton: 

Recomendo também o E-Book Livro Como Investir Dinheiro de Rafael Seabra, editor do blog Quero Ficar Rico, também já entrevistado aqui no blog: Entrevista com Rafael Seabra.

 

Everton: Meu nobre, por favor, deixei uma mensagem para os leitores do blog Finanças Forever.
Guilherme: Bom, Everton, quero agradecer a oportunidade, dizendo que fico extremamente honrado de participar desse espaço por onde já passaram verdadeiros blogueiros notáveis. Eu sou meio que um “intruso” no meio dessa galera toda de notáveis, mas vou me empenhar para quem sabe um dia chegar lá.
Aproveito para dizer para todos os leitores do blog que continuem se aprimorando financeiramente, e tenham verdadeira sede de aprender mais sobre questões relacionadas ao uso equilibrado e consciente do dinheiro, mas sem descuidar de outros aspectos da vida que são mais importantes do que isso, como a sua saúde física, hábitos alimentares, relacionamentos familiares e sociais, trabalho etc. Lembrem-se de que o dinheiro nada mais é do que uma ferramenta para melhorar a qualidade de sua vida, sendo útil apenas nas áreas em que é necessário. Educar-se financeira é, antes de tudo, ter o controle sobre odinheiro, e não deixar que o dinheiro fique controlando você. Obrigado e até apróxima!

É isso aí!
Um grande abraço, e que Deus os abençoe!

Everton: Meu nobre, grato mais uma vez por conceder essa excelente entrevista. Suas respostas mostram o alto nível de sabedoria financeira que você possui. Assim sendo, foi uma honra falar contigo hoje e sempre será um aprendizado para todos nós poder ler seus textos e suas entrevistas.

Meus caros, aproveito para deixar um recado a todos: amigos, seguidores, leitores e em especial a você.

Desejo a você e toda sua família um super, hiper, feliz final de ano! Cheio de paz, prosperidade e repleto de vibrações positivas. Que 2012 seja enorme financeiramente e, que você possa realizar todos seus sonhos e desejos.
Paz, saúde e $$$

Um forte abraço e até o ano que vem. Pois agora vou descansar por uns dias!
@everton_ric no Twitter.

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