Entenda a alta do dólar e suas consequências

Entenda a alta do dólar e suas consequências

Nos últimos meses o Dólar tem passado por um momento de grande valorização, o que tem feito com que a moeda americana suba bastante em relação ao Real. A princípio, pode parecer um problema apenas para quem tem um padrão de vida mais alto e viaja com frequência para o exterior. Mas a situação não é bem essa. Mesmo quem não tem esses hábitos também acaba sofrendo com a alta do Dólar.

Neste post, vamos explicar alguns dos motivos que têm feito a moeda americana subir tanto, como isso pode afetar a todos os brasileiros e dar algumas dicas para driblar essa alta. Então siga na leitura!

Porque o Dólar sobe?

A alta do Dólar sempre está ligada a mais de uma questão. Geralmente, fatores da economia brasileira e da economia mundial contribuem diretamente para que a moeda suba. Nesta última grande alta, em que o Dólar superou a barreira dos R$ 3 pela primeira vez desde 2004, esses dois fatores mais uma vez entraram em ação.

A subida do Dólar no Brasil começou em 2014, com o desequilíbrio nas contas do governo federal, que teve o pior resultado da história, e a inflação, que ficou boa parte do ano acima do que o governo e o mercado esperavam. Essa elevação do dólar só não foi tão perceptível para a população, pois o Banco Central brasileiro vendia reservas da moeda americana para baixar a cotação.

Na virada para 2015, para tentar arrumar a casa, o governo iniciou uma série de medidas para conter as despesas governamentais, o chamado ajuste fiscal, que visava realizar o acerto da economia brasileira. No entanto, como essas medidas dependem de aprovação do Congresso, que mostra insatisfação com o governo e dá sinais de que vai dificultar a aprovação dos ajustes, os investidores ficam receosos de apostar no país. Além disto, tivemos ainda as notícias do escândalo bilionário da Petrobras e a inflação que tem previsão de mais uma vez superar o teto da meta de 6,5%.

Em paralelo, no mercado internacional, os Estados Unidos têm dado sinais de recuperação de sua economia e um consequente aumento dos juros, o que valoriza o Dólar. Com isso, ao contrário do que aconteceu na crise mundial de 2008, os investidores tiram o dinheiro investido no Brasil e preferem apostar na economia americana, o que deixa o Dólar mais forte frente ao Real e às moedas de outros países.

Quem sofre com a alta do Dólar?

A resposta para essa pergunta é simples: todos sofrem. Os mais pobres sentem as consequências principalmente porque muitos produtos consumidos por essa faixa da população dependem de insumos importados, logo mais caros.

Uma amostra disso é o preço do pão francês, tão tradicional na mesa dos brasileiros. O país importa boa parte do trigo que utiliza na fabricação de pães e massas e, por isso, o preço tende a subir. Outros produtos que são fabricados por aqui, mas dependem de algum insumo importado estão sujeitos às mesmas consequências.

Um dos poucos fatores positivos da alta do Dólar é que como a moeda torna mais caro comprar produtos de fora do pais, dessa forma a indústria nacional tende a ser beneficiada, ou seja, no lugar de comprar itens que vêm de fora, as indústrias daqui apostam nos bens produzidos dentro do país para confeccionar seus produtos. Ao mesmo tempo, os produtos brasileiros também ganham competitividade no mercado internacional, já que podem ser vendidos mais baratos sem comprometer a lucratividade quando a conversão entre as moedas for feita.

Como escapar da alta do Dólar?

Fugir da alta da moeda americana é quase impossível, mas pode-se pensar em algumas estratégias. Definitivamente esse não é o melhor momento para viajar ao exterior. Cuidado também com compras de produtos importados no cartão de crédito, por conta do IOF e dos acréssimos pela variação do Dólar. Pode parecer distante da sua realidade, mas aqueles sites chineses que vendem tudo bem barato, têm preços cotados em Dólar que sofrem ajustes com a mudança do câmbio.

Viu como a alta da moeda americana afeta diretamente a vida de todo mundo!? Se você gostou do artigo, compartilhe em suas redes sociais.

Um grande abraço e até a próxima!