20 de julho de 2017

E se o e-mail (correio eletrônico) não fosse gratuito

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Os correios eletrônicos poderiam ter um preço, mesmo que seja R$ 0,01.
Li recentemente um jornal online britânico, o The Telegraph, e encontrei um artigo onde a repórter falava sobre a proposta de um político londrinense, mais precisamente o Secretário-Geral Ferroviário, Marítimo e dos Transportes da União daquele país, Bob Crow [1], onde propõem cobrar uma taxa simbólica de 1 centavo (de Libra suponho) por trafico de e-mails na Inglaterra.
Com essa medida ele pretende reduzir a divida do Estado. Inicialmente me parece uma medida que geraria protestos, já que precisamente um dos êxitos do email é ser gratuito, onde também podemos incluir vários outros fatores, assim como a velocidade, facilidade e o tamanho (dimensão) de todos os correios eletrônicos que circulam diariamente pelo mundo.
Vamos tentar analisar as vantagens e desvantagens da tal medida. E ver como será cobrado em money por correio eletrônico enviado.
Vantagens:
O custo de um centavo não é demasiado, considerando um usuário individual. No mês passado eu provavelmente enviei em média 50 e-mails, onde iria pagar 50 centavos (todo mês de fevereiro), igualmente haverá outros mais ativos que pagariam uma quantia maior e outros menos. Seria como tomar um cafezinho na padaria próxima ao trabalho, sem dúvida iríamos ter um controle maior.
Desapareceriam os reenvios massivos de emails, as fotos sem valor algum em anexo, as correntes religiosas, as enquetes igualmente sem propósitos algum, e todos os lixos eletrônicos que recebemos em nossa caixa de entrada diariamente, incluso o spam. (este último somente se fosse cobrado a tal taxa a nível mundial).
Perderiamos menos tempo analisando os emails recebidos, cabeçalho por cabeçalho e excluindo vários sem ler e nem mesmo abri-los.
Surgiria uma nova técnica e/ou profissão: Como por exemplo: analista ou especialista em correios eletrônicos e mensagens online. Técnicas para calcular o custo benefício do envio, pois o serviço já não seria mais gratuito. Empresas especializadas em e-mails também surgiram com novos propósitos.
E por último, talvez um novo meio de envio de e-mails seria inventado ou descoberto. Novas companhias com outros princípios e conceitos sobre correios eletrônicos apareceriam para o mundo globalizado.


Recomendo também, ler o seguinte texto: E-mail (correio eletrônico) e suas finanças.
E-mail – Marketing
Desvantagens:
Se fosse o governo quem cobria por este serviço hoje gratuito, sua arrecadação aumentaria, no Brasil seria como criar mais um imposto, ainda que seja um centavo. Quem mais sentiria o impacto desta medida seria a população mais jovem.
Perderia uma importante via de comunicação gratuita. No entanto para outro tipo de mensagens já existe as redes sociais, o twitter, entre outros meios que complementam muito bem essa função de se comunicar online gratuitamente.
O governo poderia aumentar o numero de vírus que faria com que nosso e-mail particular enviassem automaticamente spam para toda nossa lista de contatos. Uma vez que nossos governantes necessitam de dinheiro extra, seriam os primeiros a pensarem nesta nova oportunidade de ingresso de dinheiro em caixa (no Brasil espera-se de tudo de nossos políticos).
Bom, é isso ai pessoal e para finalizar, desejo que esta nova medida não seja acordada pelo governo britânico, porém vale ressaltar que prefiro pagar 50 centavos de Real (R$ 0,50) ao estado, do que receber um aumento de 10% na conta de energia elétrica.
Não sei a opinião de vocês, mas fica claro que o serviço gratuito pode estar perto do fim.
Por isso pergunto: Existe outro inconveniente que eu não tenha citado? Compensaria a utilização de emails (correio eletrônico) se a tal taxa entrar em vigor a nível mundial? 


Até quanto você pagaria por enviar um correio eletrônico? 0.03 ou 0.10 centavos… Será que compensaria pagar algo por correio eletrônico? Dependendo do uso do mesmo…
Um forte abraço a todos, reflitam e até a próxima.


Fonte: [1] http://en.wikipedia.org/wiki/Bob_Crow


Everton Ricardo de Almeida é graduado em Gestão da Qualidade, leitor compulsivo, um eterno estudante e adora compartilhar idéias sobre finanças e investimentos. Investe em imóveis à 10 anos. Atua como conselheiro financeiro para amigos e parentes.

No Twitter: @everton_ric


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