18 de novembro de 2018

Dólar: Como proteger suas compras da alta do dólar

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Dólar em alta é significado de redução da margem de compra? Nem sempre. É fato que a moeda americana influi diretamente no consumo do brasileiro, mas há métodos que ajudam a fugir desse cenário. E, para quem deseja ou precisa manter o poder aquisitivo independentemente da época, é necessário conhecer as formas de como proteger suas compras da alta do dólar.

Entender como são efetuadas as operações permite melhor planejamento – e também evita contratempos quando, por exemplo, a fatura do cartão de crédito chegar. Para isso é preciso entender como proteger suas compras da alta do dólar e evitar que a oscilação cambial (que nos últimos anos atingiu patamares históricos), possa minar seu poder aquisitivo.

Olho na cotação

Saber quanto o real vale em relação ao dólar não é apenas enxergar qual é o melhor momento de comprar. Sobretudo, é evitar que surpresas possam aparecer. Isso porque as compras no cartão de crédito são atualizadas com os valores no dia do fechamento da fatura – e não quando a transação é realizada.

Vamos a um exemplo prático: em outubro, com US$ 1,00 cotado a R$ 3,70, o negócio pode parecer promissor – anda mais se a moeda americana vem de baixas. Contudo, ao chegar a fatura de novembro, o montante cobrado é de R$ 4,30 por dólar. O motivo? A cotação diária que a operadora do cartão de crédito utilizou no fechamento, e não no dia da aquisição.

Por isso é bom estar atento a este detalhe para proteger suas compras: se deseja fazer transações em dólar, tenha uma estimativa de qual será o cenário quando tiver que pagar o valor do que adquiriu. Assim, evitam-se surpresas e é possível valorizar o poder de compra.

Alternativas: da compra à viagem

Há uma modalidade que pode ser uma alternativa na situação descrita acima: o travamento da cotação no dia da compra – que é regulamentado pelo Banco Central do Brasil (BCB) desde 2016. Contudo, operadoras de cartão de crédito e instituições bancárias não são obrigadas a oferecer esse tipo de serviço. Vale a tentativa.

Para quem vai viajar, também há uma alternativa para proteger suas compras da alta do dólar: o dinheiro em espécie. Em relação ao cartão de crédito, as taxas são menores: 1,1% do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) da moeda física contra 6,38% dos cartões.

Outras dicas

Alguns métodos podem te ajudar a criar a proteção contra a subida do dólar. Entre elas estão:

– Compra progressiva da moeda, nunca em grandes quantias;

– Aquisição de valores em períodos menos instáveis, como períodos pós-eleições (principalmente se os candidatos ‘do mercado’ vencerem);

– Consulta da cotação em várias casas de câmbio, pois a variação pode ser superior a 10%;

– Planejamento antes de efetuar qualquer tipo de compra, esperando períodos com menos instabilidade da moeda.

Em todos os casos é possível ter uma ‘sobrevida’ em relação à alta do dólar. Vale a ressalva que, se comparado a outros períodos, com a moeda americana mais baixa, não há como equiparar o poder aquisitivo. Por outro lado, fugir das armadilhas que a subida do dólar causa é imprescindível para proteger suas compras.

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