16 de fevereiro de 2019

Diversificar os investimentos é realmente um bom negócio?

Ajude o Finanças Forever a crescer ainda mais. Curta e compartilhe nossa página!

investimentos-diversificados

Vou começar esse debate com uma frase bem polêmica dita pelo mega investidor Warren Buffett: “diversificação é uma proteção contra ignorância”.

O que Warren Buffett quis dizer é que se você não sabe o que está fazendo, se utilizará de todas as formas para ao menos se certificar de que seu risco foi reduzido. Aí você espalha seus ovos em diversas cestas, como se diz no jargão popular.

O medo vem da falta de conhecimento.  É a mesma coisa que te chamarem para investir num negócio o qual você não conhece os riscos, não sabe da rentabilidade, etc. Pode até ser uma excelente oportunidade, mas é bem provável que vá rejeitar a proposta.

A ideia da diversificação agrada muito as pessoas, pois a maioria não se dá bem com o risco. Às vezes chega a dar embrulho no estômago só de pensar no seu suado dinheiro perdendo valor. Mas o fato é que uma carteira muito diversificada faz seu rendimento ser bastante mediano (vulgo medíocre). Mas se você não tem tempo para estudar sobre investimentos ou não tem o auxílio de um bom profissional (o que é raro encontrar), realmente pode ser a melhor alternativa.

Vou dar um exemplo: quando você não tem capacidade de selecionar boas ações, ao invés de sair comprando várias ações para ter uma carteirada diversificada, seria mais fácil comprar um fundo de índice que segue o desempenho do Ibovespa. Te pouparia trabalho e o rendimento seria praticamente o mesmo.

Se você quer diversificar, então ao menos faça isso da melhor forma possível. Uma coisa importante que eu quero que você entenda é que existem dois tipos de diversificação:

  1. Diversificação dentro de uma classe de ativo
  2. Diversificação entre classes de ativos

As classes de ativos representam as diferentes categorias de investimentos. Por exemplo: ações é uma classe de ativos, enquanto imóveis é outra classe e renda fixa, outra classe. Somente uma diversificação promovida dentro da categoria ações, por exemplo, é muito menos efetiva do ponto de vista da proteção contra o risco, do que diversificar entre diferentes classes.

Ou seja, você pode optar por colocar todo seu dinheiro no mercado acionário e espalhar em ações de diferentes setores. Ou ainda, pode colocar 30% em ações, 30% em fundos imobiliários e os 40% restante na renda fixa, por exemplo. Se tiver todo seu dinheiro em ações e o mercado  passar por um mal momento, mesmo que tenha ações de diferentes setores, não conseguirá escapar do prejuízo.

Já na diversificação entre classes de ativos podemos encontrar correlações negativas. Sendo assim, quando uma classe de ativos está indo mal, você pode estar ganhando em outra classe. Além disso, te dá mais liberdade de balancear sua carteira de acordo com o cenário econômico. Se a tendência é de alta nas taxas de juros, pode optar por colocar um peso maior em renda fixa e menor em renda variável.

Autor: Roberto Coutinho Machado Fundador do canal Escola da Fortuna no YouTube e Instagram.

Graduado em Engenharia de Produção e Contabilidade, trabalhei 3 anos na cadeia de suprimentos da Petrobras. Certificado Seis Sigma Green Belt. Certificado pelo mercado financeiro brasileiro (CPA-20 e CGA) e mercado financeiro canadense (Canadian Securities Course). Pós-graduado em Planejamento Financeiro no Canadá

Gostou disto? Curta nossa página e compartilhe este conteúdo com seus amigos.

Adicionar comentário

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *