26 de julho de 2017

Continuação…Como sair das dívidas (2ª parte)

Ajude o Finanças Forever a crescer ainda mais. Curta e compartilhe nossa página!

Seguimos quitando as dívidas.

Continuamos a sequência de textos enviados pelo leitor Anderson Adami. Estamos publicando todas as quartas-feiras um texto de autoria de Anderson. Por enquanto estamos nos assuntos iniciais, onde o autor está explorando as finanças pessoais. Como sair das dívidas e iniciar uma vida nova. Hábitos financeiros para seu dia a dia. Acompanhe a sequência das publicações e nos diga o que você está achando da idéia. Fique a vontade em comentar na caixa de comentários, logo abaixo do artigo.

Boa Leitura !! 

Vejamos ainda outros aspectos que podem contribuir para a nossa missão: sair das dívidas. Ou melhor, pagar as dívidas e criar uma reserva de emergência. Um dos fatores é estarmos atentos às armadilhas que envolvem, sobretudo, a negociação junto aos bancos e administradoras de cartão. A armadilha mais comum é o credor “empurrar” um novo serviço como condição para facilitar o pagamento de uma dívida. Algumas vezes isso ocorre de modo sutil, outras é escancarado. Os bancos são os campeões. Para você negociar o parcelamento de uma dívida, precisa assinar um novo contrato, mas isso depende da contratação de um seguro ou de um título de capitalização. O valor a ser descontado é bem baixinho, diz o gerente, você nem vai sentir. E o devedor, fragilizado pelas intempéries mercadolísticas, não pensa duas vezes e contrata o novo serviço. O nome disso é compra casada, mas os banco usam um nome bonitinho: termo de reciprocidade. Em qualquer caso, isso é uma prática indevida, ilegal – vide Art. 39 do Código de Defesa do Consumidor – assim como mais um abuso a que nos submetemos normalmente passivos.

Certo, agora digamos que a sua dívida seja de outra categoria, que não envolva os casos de vilania que vimos tratando até agora. O que podemos fazer para sair das dívidas quando se trata, por exemplo, das prestações da faculdade em atraso, do plano de saúde ou do carnê da geladeira? Bem, as recomendações sobre procurar o credor e negociar a dívida continuam as mesmas, lembrando que o processo de negociação tende a ser mais simples, por um lado, dados os cálculos envolvidos, mas por outro esse tipo de credor pode se demonstrar inflexível quanto às opções de pagamento. A questão é que as empresas normalmente possuem um departamento jurídico, de cobrança ou, ainda, contratam uma empresa de cobrança que, para as coisas funcionarem direitinho, padronizam tudo – e também dificultam tudo. Taxas e condições de pagamento tornam-se coisas imutáveis, desconto e parcelamento, palavras proibidas.

A negociação

Se é que se possa chamar assim, é a parte mais importante para sair das dívidas e, pode envolver alguns constrangimentos. Sendo que, valores e condições não são apresentados por telefone, apenas pessoalmente. Assim, o devedor é convidado a comparecer em um escritório, onde encontra outros devedores desesperados, confusos e constrangidos, cujo desejo de colocar a vida financeira em dia os leva a aceitar as condições impostas. O que fazer? Se essas situações fazem parte da sua atual experiência de devedor, uma boa estratégia para contornar o problema é redigir uma carta expondo as circunstâncias, dificuldades e o desejo de acertar a pendência, e encaminhá-la para o setor de atendimento ao consumidor, bem como ao gerente, ao diretor, ao presidente da empresa.

Em resumo

Você precisa sensibilizar alguém com poder de decisão, nessa empresa, quanto às barreiras que ela mesma impõe para receber o que lhe é devido. Veja bem, estamos falando de uma carta, não de um email. As chances de seu conteúdo ser lido e considerado é, dessa maneira, muito maior, sem dizer que talvez seja difícil obter o email de quem pode resolver o seu problema, enquanto o endereço de correspondência é bem mais fácil obter. Mas tome alguns cuidados: poste a carta no correio usando Aviso de Recebimento (AR) que, sim, é mais caro, mas esse recurso garante que o conteúdo será recebido no destino – e isso é fundamental nesse caso.

Continuamos com esse assunto no próximo texto. Até breve!

Anderson Adami é graduado em Gestão da Informação, especialista em Gestão Empresarial e mestrando em Engenharia de Produção. Atua como consultor em gestão empresarial e de informação, assim como, escreve e revisa textos nas horas vagas.

Gostou disto? Curta nossa página e compartilhe este conteúdo com seus amigos.
2 Comentários

Adicionar comentário

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *