26 de março de 2017

Consequência de ter seu nome no Serasa

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*Texto de Anderson Adami.

Antes de falarmos sobre como limpar o nome, quero contar uma historinha. 

Créditos da Imagem > freedigitalphotos.net

É a história de um sujeito que estava endividado, desempregado e sobrevivia de pequenos freelas, mas de repente encontrou uma oportunidade de trabalho que parecia ter sido criada para ele, dado o perfil 100% compatível, um salário inicial acima da média do mercado, empresa renomada etc. O departamento de RH fez a primeira entrevista, que foi perfeita. Também fez a segunda e foi melhor ainda. Tudo estava certo, no entanto o tempo começou a passar: uma semana, duas e nada de chamarem. E não chamaram.

Entre indignado e paciente, fez nova tentativa seis meses depois, pois a vaga havia sido aberta outra vez. Nada ensimesmado, tratou de localizar o primo do amigo de um conhecido que trabalhava naquela empresa, de modo a marcar uma conversa com o chefe do setor, que seria o seu chefe caso fosse contratado. Conseguiu, conversou com o referido e, expondo os seus anseios, foi contratado de forma direta, sem as entrevistas do RH. E após uma semana na empresa descobriu finalmente porque não havia sido contratado: porque o seu nome estava registrado no Serasa. Leia também: Como sair do vermelho.

Bem, esse sujeito sou eu e isso aconteceu já faz alguns anos. Lembro-me que aquele emprego solucionou o meu problema financeiro, pois representava a melhor e mais rápida maneira de limpar o meu nome junto ao Serasa. Ironicamente, porém, o fato de não conseguir pagar uma dívida se tornou uma barreira para conquistar o que justamente permitiria pagar essa mesma dívida. Não preciso dizer o que penso de certos departamentos de RH, não é? Em resumo, alguns meses depois de contratado consegui um acordo para saldar a minha dívida e tudo ficou muito bem. Esse caso apenas ilustra uma dificuldade que o devedor com o nome sujo enfrenta. Elas são muitas e reconheço que esse caso pessoal está distante do que muita gente enfrenta por aí.

Nota de Everton:

Uau! Que história meu caro amigo Anderson. Grato por compartilhar conosco seu depoimento. Muita coragem a sua. Pois, sabemos que muitos não possuem esse adjetivo.

Eu também gosto de contar histórias minhas como exemplos: “Aprenda com meus erros”…rsrsr.

Tudo o que vimos discutindo nas postagens anteriores converge, automaticamente, para o tema ora em pauta, pois fazê-lo está condicionado ao pagamento das dívidas. E antes de vermos os procedimentos sobre como limpar o nome, acho conveniente entender duas coisas. Primeiro, a quem cabe o direito de dizer que o teu nome não está limpo? A princípio, ninguém.

Mas para que o comércio se proteja quanto ao risco de atraso ou não pagamento, foram criados bancos de dados reunindo os devedores – sejam eles compulsivos, crônicos e/ou confessos. Há dois bancos de dados usados no país: o da empresa Serasa e o das associações comerciais presentes em todos os estados (o Serviço de Proteção ao Crédito). Um segundo ponto que precisamos entender diz respeito às diferentes situações que envolvem “sujar” o nome, ou seja, que nos fazem entrar no banco de dados da Serasa e do SPC.

Essas situações são:

  • - Dívida vencida – É um dos motivos mais comuns que acomete os devedores, porque envolve um processo simples e rápido. Basta o consumidor atrasar o pagamento de uma prestação e já se torna sujeito de ser incluso no banco de dados.
  • - Cheque sem fundo – Também simples. Basta o devedor emitir um cheque que volta duas vezes e seu nome é automaticamente incluso no Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundo (CCF), do Banco Central, assim como SPC e Serasa também.
  • - Protesto de títulos – Uma dívida vence e o credor opta por registra-la em cartório, em forma de Protesto. O efeito é, como nos demais casos, fechar as portas do devedor. Menos usual dadas as alternativas mais simples.
  • - Ação judicial – O credor entra na justiça para cobrar a dívida. Normalmente é utilizada em situações envolvendo altos valores, cuja recuperação requer a apreensão de bens.
  • - Impostos não pagos – Se não pagamos o Imposto de Renda, estaremos presentes nos bancos de dados do SPC e Serasa.

Enfim, como limpar o nome? Assunto para a próxima postagem. Mas caso lhe interesse outros assuntos sobre dívidas e endividamento: Leia aqui: Como sair das Dívidas.


Para os interessados, alguns poderiam gostar de ler minha experiência de ficar 
um final de semana completo sem compras. Leia aqui >> “Um final de semana sem compras”.

Opine, palpite, deixe seu recado. As dicas lhe foram uteis? Você já as conhecia?

Anderson Adami é graduado em Gestão da Informação, especialista em Gestão Empresarial e mestrando em Engenharia de Produção. Atua como consultor em gestão empresarial e de informação, assim como, escreve e revisa textos nas horas vagas. No Twitter: @andersonadami

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