25 de abril de 2019

Como a crise pode impactar nos meus investimentos?

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Dollar Sign Disolve

Entenda como está o cenário nacional para renda fixa e variável.

Investir pode ser uma boa oportunidade na crise. Mas, onde aportar meus recursos? Confira nosso panorama.

Mesmo com uma melhora em relação aos anos anteriores, o Brasil ainda sofre os sintomas da crise. E entender como o cenário pode impactar os investimentos é fundamental para que os investidores – desde quem está iniciando até os mais experientes – não sejam afetados pela crise. E, mais do que isso, enxerguem oportunidades de ouro no atual momento.

Diferente de outros setores, como a saúde, educação, infraestrutura e a própria economia nacional, as crises sempre são ótimos momentos para alavancar os investimentos. Isso acontece porque o próprio Tesouro da União, instituições financeiras e empresas privadas precisam de dinheiro emprestado. E quem lhes emprestará é você.

Por outro lado, há investimentos que podem se esfacelar com a crise, principalmente quando estão atrelados a um sério problema como a corrupção – como no exemplo da queda histórica das ações da Petrobrás que fizeram milhares de investidores, tanto daqui quanto do exterior, perderem cifras que ultrapassam bilhões de dólares.

O impacto na renda fixa

A crise influenciou, direta ou indiretamente, o mercado de investimentos em renda fixa. A taxa básica de juros (SELIC) atingiu sua maior alta da década entre julho de 2015 a novembro de 2016: 14,75%. Quem se deleitou com a situação foram os investidores em renda fixa, que viram os pomposos juros trazerem uma valorização mensal líquida de 1% (cenário inédito nos últimos dez anos).

Contudo, os cortes do Governo Federal nos últimos meses fizeram com que a SELIC atingisse seu menor patamar histórico, mesmo com os sinais de crise que ainda assolam o Brasil. Dessa forma, quase todos os produtos de renda fixa do país tornaram-se pouco ou nada atrativos, com uma rentabilidade que chega a menos da metade do que víamos há dois anos.

Com a crise política que ainda impacta o país a renda fixa foi comprometida – e isso não envolve apenas o Tesouro Direto, mas taxas indexadas ao CDI, como o investimento em CDB. LCI e LCA, remando contra a maré, ainda podem ter sua atratividade, mas ficam longe do que realmente a crise impactou (e ainda impacta).

Crise x renda variável

Diferente da renda fixa, a renda variável – principalmente falando do mercado de ações – sofreu (e muito) com a crise econômica entre 2015 e começo de 2017. Os problemas políticos e da economia nacional afastaram investidores e os preços dos ativos caíram vertiginosamente, como no exemplo que citamos da Petrobrás.

Mas, após o país passar pelo ‘olho do furacão’, o papel entre rendas fixas x variáveis se inverteu: as medidas tomadas pela União para o controle financeiro trouxeram novamente os investidores internacionais, e a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) quebrou inúmeros recordes de pontos e investimentos.

Principalmente em 2018, ano de eleição, mesmo com a crise, o cenário político fez com que muitas pessoas apostassem no Brasil, tornando não apenas as ações, mas fundos de investimentos, um mercado ainda mais dinâmico. Vale lembrar: diferente da renda fixa, não apenas os indicadores do governo influenciam, mas várias questões internas afetam esses ativos.

Conclusão

A crise pode impactar positiva ou negativamente seus investimentos. O ideal é que você acompanhe os mercados de renda fixa e variável, além de entender o momento que o país passa – crise econômica e política, por exemplo, trazem diferentes perspectivas no momento de investir.

Com a iminente recuperação da economia nacional, mas com problemas financeiros dos estados brasileiros, é bom ficar atento para como o país sairá da crise ou se entrará em uma nova – que, mesmo menor que a última, ainda impactará nos investimentos.

Para saber quando, como e onde investir em tempos de crise, continue acessando os artigos do nosso blog.

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