20 de julho de 2017

Brasil vs EUA: Investimento em ações

Ajude o Finanças Forever a crescer ainda mais. Curta e compartilhe nossa página!

Se levarmos em conta tudo que lemos todos os dias, dificilmente seremos felizes. Digo isso porque não vejo com bons olhos o pessimismo geral dos investidores da Bolsa de Valores.

BRASIL X EUA INVESTIMENTO EM AÇÕES

Por que existem poucos investidores no Brasil? Pela queda da Bolsa, talvez. Por medo, por falta de informação? Pode ser que sim, mas eu vou analisar de uma forma diferente.

É questão de cultura. Nos EUA existe uma cultura de investir em ações há mais de 50 anos. Passam de pais para filhos, muitas vezes de avós para netos. Já no Brasil, eu poderia dizer basicamente que essa gama crescente de se investir no mercado acionário iniciou-se na década passada. Isso aconteceu devido a um projeto, quando a Petrobras e a Vale do Rio Doce, em conjunto com o Governo, propuseram dar a oportunidade ao trabalhador brasileiro de aplicar os recursos do FGTS. Só nessa “chamada” foram 300 mil trabalhadores que participaram da operação.

Isso significa que foi considerado como a “hora da virada” da Bolsa de Valores brasileira, foi quando começou a aumentar a participação da pessoa física no mercado acionário. Segundos dados de setembro de 2011 o número de investidores pessoa física no mercado de ações está muito próximo aos 600 mil. Portanto, metade desse número provem daquela operação do Governo Federal.

O aporte do FGTS e a obrigatoriedade de tempo com as ações compradas com o Fundo de Garantia ajudaram na educação financeira de quem comprou papeis daquela forma. Talvez, com essa atitude, muitos tenham percebido o que é o mercado e como ele funciona.

E isso fez com que as pessoas, muitas vezes iniciantes, entendessem que investir no mercado de ações é um investimento de longo prazo. Alguns podem investir pesando no curto prazo, ou até fazendo day-trades, mas sem ser profissional da área financeira, dificilmente vai conseguir bons resultados. Leia, clicando aqui, o que escrevi anteriormente: “Antes de se tornar um Day Trader”.

A cultura nos EUA é evidenciada para o investidor participar do mercado. Pensando no longo prazo, ele investe continuamente, mantendo a disciplina, busca analisar empresas em crescimento, companhias que estão sempre investindo, crescendo nas suas receitas e na sua produção.

A mentalidade dos brasileiros, infelizmente, é: “quanto vou ganhar com isso”. Pensando no curto prazo e já calculando a rentabilidade, que nem sequer possa garantir que haverá rentabilidade positiva. Portanto, se um dia a Bolsa de Valores brasileira alcançar o número de 5 milhões de investidores, seja em 2014 ou 2018, a educação financeira, a cultura, os propósitos dos investidores nacional tem que ser alterada. Porque nesse passo não há garantia de futuro. As pessoas estão vislumbrando retorno rápido e fácil. E investir em ações não é assim.

Nos EUA, os netinhos são educados em casa à investir parte de suas mesadas. Diariamente, parentes, pais, avós e tios, estão tentando mostrar a importância de se preocupar com a aposentadoria. Ensinando os mulekes a diferença entre um ativo e um passivo.

E no Brasil, a disciplina educada em casa é trocar de carro anualmente, comprar uma casa maior, com piscina e churrasqueira, achando que isso é ativo, quando na verdade são passivos.

Para aqueles que não estão enturmados com as palavras, aqui vai um breve esclarecimento: ATIVO é tudo aquilo que você compra e que possa gerar dinheiro pra você, em forma de alugueis, dividendos etc. Já PASSIVO é tudo aquilo que tira dinheiro do seu bolso, algo que faça com que você tenha despesas.

Os passivos são verdadeiros destruidores de riqueza. Exemplos: casa na praia, casa no campo.   

Confesso que, diariamente, estou tentando mudar os conceitos sobre dinheiro e investimentos de meus amigos próximos. Alguns entendem, mas não agem. Outros, não entendem e ainda descordam de muitas coisas. Dificilmente poderei mudar as idéias do “cabeça dura”.

Em suma, se somos educados culturalmente a investir parte de nossas receitas (mesadas da criançada) desde pequenos, certamente estaremos mais preparados para o futuro e com êxito nas escolhas de investimentos.

Se depois de grande, ainda não sabemos como investir melhor nosso dinheiro, sugiro aos já crescidinhos buscar ajuda com educadores e consultores financeiros. Existem milhares na internet, alguns cobram por isso e outros simplesmente doam informações de alta qualidade através de blogs independentes. Basta encontrar a maneira correta e dedicar parte do seu tempo em aprendizagem. Conhecimento nunca é demais.

Por hoje é só pessoal, desejo a todos uma ótima semana.

Um forte abraço,

@eveton_ric

Créditos da imagem: freedigitalphotos.net

Gostou disto? Curta nossa página e compartilhe este conteúdo com seus amigos.
3 Comentários

Adicionar comentário

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *