26 de julho de 2017

Barack Obama e a Rainha Elizabeth II visitaram Dublin

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Como alguns sabem e todos podem ver na página “Sobre o Autor”, eu deixo claro que atualmente estou morando em Dublin, capital da Irlanda.



E atendendo a um pedido do leitor Rafael, que através de um comentário, me pede para que eu escreva algo sobre as visitas ilustres de dois chefes de estado à Irlanda.

Bom, sobre meu ponto de vista e olhar crítico, falarei de uma visão bem pessoal e conforme os contatos que possuo com irlandeses através de meus professores, alguns amigos e conhecidos e, supervisores e gerentes em meu local de trabalho. Também, sobre tudo, o que li por estes dias na imprensa daqui.
Primeiramente, gostaria de dizer que os irlandeses possuem um sentimento oposto das duas nações representadas pelos chefes de estado. Eles literalmente amam os EUA e odeiam a Inglaterra, ou melhor os ingleses. Por razões que tentarei explicar mais a frente.
Isso ficou bem claro na recepção de ambos lideres. A rainha foi recebida calorosamente pela presidente irlandesa Sra. McAleese e com poucos cidadãos a sua espera no aeroporto. Inclusive com protestos no centro da cidade de Dublin.
O maior motivo disso é devido à guerra que ouve na independência da Irlanda, antes colonizada pelo país vizinho. Um verdadeiro massacre entre os anos de 1919 e 1922. Inclusive o grupo de rock irlandês U2 fez uma música em lembrança às vítimas de um domingo de ataques das tropas inglesas à Dublin, em 21 de novembro de 1920, a musica é conhecida como “bloody sunday”, em português seria: domingo sangrento.


Já o seu Obama foi recebido como um verdadeiro “pop star”, aeroporto lotado, presença de bandas musicais e bandeiras, tanto da Irlanda como dos EUA. Segundo a impressa local, estimasse que haviam mais de 25.000 pessoas no centro da cidade à sua espera. Um enorme agrupamento de gente ao redor das ruas centrais próximo ao local conhecido como: “College Green”.



E ambos visitaram alguns pontos turísticos, monumentos de guerra etc. Tiveram seus compromissos governamentais e pronunciamentos, jantares com políticos e pessoas da elite irlandesa, militares entre outros.
Para a política estas visitas podem reforçar os laços entre países, no entanto, penso que eles pouco poderão fazer para ajudarem em se resolver os déficits do governo irlandês e dos bancos locais. O “rombo” é muito grande e os empréstimos feitos junto ao FMI e ao Banco Central Europeu também.
As medidas que já foram adotadas para a Irlanda poder cumprir com seus deveres com o FMI e o BCE entraram em vigor a partir de janeiro passado. As três principais foram: baixar o salário mínimo de € 8,65 para € 7,65 à hora, congelamento dos salários dos servidores públicos e com um aumento e criação de novos impostos.
No caso deste último, me afetou diretamente. Quando antes meus descontos em folha de pagamento vinham em torno de 100 Euros, agora está na casa dos 200 Euros mensais.
Já a imprensa reportou que ambas as visitas eram importantes. A Irlanda necessita muito mais deles do que o reverso. Tanto que o presidente americano permaneceu um dia a menos que o combinado e prometido anteriormente e seguiu mais cedo do que o esperado para a Inglaterra.
A majestade Elizabeth preferiu visitar os monumentos de guerra, com pedidos de desculpas em seus pronunciamentos. Já a preferência do presidente Obama foi pela visita à fábrica da Guinnes, a mais famosa cerveja preta irlandesa do mundo, com sede em Dublin.
Em suma, no geral, ambas as visitas mais atrapalharam que ajudaram. Todas as ruas ao redor de uns 2 quilômetros de onde estavam os lideres foram fechadas, nem mesmo os pedestres podiam entrar na área de proteção. Isso foi o que mais incomodou os cidadãos locais. O trânsito ficou caótico, os ônibus estavam circulando com horários de domingo, ou seja, menos transporte público nas ruas e os protestos eram intensos, o que ajudava a prejudicar o tráfico no centro da cidade. Além do comércio permanecer de portas fechadas durante as visitas, o que afetou profundamente o faturamento dos comerciantes locais durante esses dias.  
Então a pergunta é: este tipo de visita de estado, ajuda ou atrapalha?
Opine, palpite, deixe seu comentário.

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