27 de março de 2017

As reservas estratégicas de petróleo da IEA

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Faz alguns dias o governo norte americano anunciou a abertura de sua Strategic Petroleum Reserve [1] (reserva estratégica de petróleo), mantida por seu Departamento de Energia, que tem a capacidade de guardar 727 milhões de barris e a qual está quase cheia por completo. O presidente Obama coloca a disposição do mercado estadunidense a tal reserva.

Estas estão armazenadas e situadas em quatro diferentes lugares estratégicos no Golfo do México. Elas são equivalentes entre 30 e 60 dias de consumo e servem para ajudar a “mastigar” cortes de fornecimentos e para suavizar subidas radicais dos preços do óleo cru. Como se já não bastasse, não podemos esquecer que reservas de petróleo de uns poucos meses não servem para nada e nem são soluções para os problemas que vem da grande demanda diária de petróleo já comentada aqui antes.  E também com os problemas vindos da diminuição das reservas de petróleo no mundo. 

Demanda de petróleo.

Crédito da imagem: http://www.freedigitalphotos.net

A International Energy Agency (IEA)[2] também possui suas reservas de petróleo[3], exigindo que cada país membro mantenha uma quantidade equivalente a 90 dias de suas importações líquidas. E como parte dos acordos entre a agência e seus membros é que estas mesmas reservas podem ser mantidas das seguintes formas:
  • Dezenove (19) países exigem que algumas de suas empresas privadas mantenham suficientes reservas para auxiliar seus respectivos governos. Reservas estas que dependem do tamanho de cada companhia.
  • Nove (9) países mantém reservas diretamente controladas por seu próprio governo, normalmente financiadas através do orçamento governamental para poder cumprir com estas obrigações.
  • Doze (12) países hão estabelecido uma agência petroleira própria, com a obrigação de manter as reservas necessárias.

Em uma situação extrema de escassez ou de instabilidade de preço, é possível a liberação destes inventários, mas também trazem outras medidas que podem bater de frente com as necessidades imediatas:
  • Medidas para reduzir a demanda.
  • A substituição por energias alternativas.
  • Uma maior utilização de gás natural.
  • Aumento da produção.(o caso da Arábia Saudita).

Com um aumento na acumulação das reservas de petróleo do EUA e também as mesmas dos países membros da IEA, poderia ficar mais fácil pensar que os mesmos podem resolver o problema das altas dos valores praticados hoje. Pelo que podemos ver nos gráficos de preços [4], os estoques de óleo cru não terão muito impacto sobre os preços no longo prazo, e sim tão somente em um momento instantâneo, ou seja, no curto prazo.
No mercado nacional, mais precisamente na bolsa de valores de São Paulo, o movimento do valor do papel da Petrobras não tem nada a ver com a tendência de alta do petróleo, incluso, à dois dias a OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo)  reduziu a previsão para a demanda mundial do óleo cru. Leia aqui a reportagem no portal “Isto é Dinheiro”[5].
O “Brent” de Londres está praticamente com uma alta de mais de 20% somente no ano de 2011. Na semana passada o petróleo estava sendo cotado com valor acima de U$ 120. Sem dúvida nenhuma é uma valorização fortíssima.
Fica a dúvida sobre os próximos passos do valor do maior produto natural utilizado como energia e combustível. Existe uma saída para a dependência global do petróleo? O petróleo é substituível?
Estou a algum tempo falando e escrevendo sobre o assunto, pois acredito que o petróleo é, assim como o ouro e a água, um dos bens naturais em extinção. Por isso (pelo alto valor e altas rentabilidades) ele é chamado de ouro negro.
Um forte abraço a todos e até a próxima.
             [2] http://www.iea.org/
             [3] http://www.iea.org/index_info.asp?id=1873
Todos os links foram visitados em 12/04/2011 às 19:49 (GMT 00:00).
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