27 de março de 2017

Alguns ficam ricos…

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Com todos esses problemas da votação para aprovar a elevação do teto da dívida americana, esse post vem a calhar. Não da para acreditar em minha sã saúde mental que o presidente do país considerado a maior economia do mundo esteja pensando seriamente em dar o calote.

A China e o Japão, os dois maiores detentores de títulos da dívida americana possivelmente estão tremendo.

Os ricos serão sempre os mesmos, ou seja, aqueles que no final recebem os juros em troca de emprestar dinheiro à outro alguém. 

Alguns ficam ricos

Alguns ficam ricos - Créditos da Imagem: http://freedigitalphotos.net

E continuando o assunto abordado anteriormente em um post titulado: Poupar é mais importante que o crédito pessoal !?, quando escrevi sobre as facilidades atuais do crédito pessoal e as despesas que atrapalham no processo do enriquecimento das pessoas, porém ajudam os bancos e instituições a enriquecerem. 

Desde já vou começar dizendo: As instituição financeiras e os bancos, eles sim ficam ricos. Deixando claro que nós somos apenas a ponta o iceberg.

Somente alguns ficam ricos…

Crédito da imagem: freedigitalphotos.net

O sistema atual de crédito pessoal é projetado para que as instituições financeiras e bancos tendem a perder o menos possível, em caso de inadimplência. A única finalidade dessas entidades é o de ficarem mais ricas por tempo indeterminado. E o cidadão, cada vez mais endividado e pobre, por conseqüência dos juros pagos a cada contrato assinado.

- Por que? É o que tentarei explicar.

Quando uma entidade financeira empresta dinheiro a uma pessoa ou um estado, a mesma deve considerar e avaliar o risco da operação, e de acordo com ele um conjunto de condições, garantias, juros, seguros etc. Para que em caso de ocorrência de um default da dívida, o credor esta a tentar manter garantido o pagamento de parte da dívida.

Embora as ferramentas disponíveis nos dias de hoje para avaliar os riscos e, consequentemente  assumi-los, são várias, muitas variantes a serem analisadas para então concederem empréstimos e cobrando por isso, porém quando está no padrão, as garantias que pediu podem não serem suficientes, especialmente quando, como na situação atual, padrões estão a aumentar a um ritmo que não tinha imaginado. Ritmo esse de crédito que estamos vendo no Brasil. O futuro é incerto, portanto, tanto pra você (endividado) como para os bancos.

Há alguns meses, aconteceu uma decisão judicial, na qual obrigou uma instituição financeira a aceitar uma casa em dação de pagamento para liquidar uma dívida hipotecária de um conhecido, que abriu um debate entre as pessoas próximas e que tomaram conhecimento do caso, onde os principais partidos (parentes) concordaram que com essa prática os bancos estão protegidos. Porém neste caso, o amigo deixou de pagar o financiamento por livre e espontânea vontade. Tornando-se assim livre da dívida. É um caso a se pensar somente quando o montante do empréstimo é muito maior do que a capacidade em pagar a dívida.

Por outro lado, falando de um modelo de empréstimo mais amplo. Vemos como os problemas das dívidas dos países europeus, que pagam juros mais elevados sempre que o maior é o risco do país não pagar, como é o exemplo da Irlanda e da Grécia. Bem, realmente é assim que funciona o sistema, você é um país, empresa ou pessoa, maior o risco, mais juros de você será cobrado.

Enquanto discutimos sobre pagar ou não suas dívidas para responder em tais situações, não nos damos conta de que o país em que vivo hoje (Irlanda) está usando parte dos impostos que pago mensalmente, para pagar os resgates feitos anteriormente com as entidades e outros países, e que esses pagamentos são baseados em mais dívidas em uma perigosa espiral descendente sem fim. E eu faço parte do processo, e os credores cada vez mais ricos…

Se eu emprestar algum dinheiro à um amigo e, estarei recebendo juros com os pagamentos efetuados por ele, que estará “morrendo”. Se eu não cobrar qualquer valor, em forma de juros, que é um dos riscos assumidos pelo empréstimo do dinheiro, quem estará morto sou eu, pois assumi o risco e mereço uma “recompensa”.

Se meu amigo não devolver o dinheiro no tempo estipulado, deve prejudicar-me, pois eu emprestei-o porque tenho confiança e assumi o risco, porém não estava esperando que ele futuramente estaria dando para trás. No entanto, se ele me pagar em dia, o juro pago pode ser entendido como uma forma de agradecer o empréstimo. E eu (credor) cada dia mais rico e ele (endividado, devedor) cada vez mais pobre.

Podem imaginar o mesmo processo, porém entre um banco e seus clientes?

Entendam agora porque só alguns ficam ricos…..Como diz o título desse texto.

A diferença agora é que quando uma instituição financeira empresta um montante de dinheiro a um cliente e esse não efetua o pagamento, a partir do momento que a quantidade de inadimplentes aumenta, os juros tendem a subir, juntos também, pois teoricamente é mais complicado para os bancos acreditarem no poder de pagamento de seus clientes.

Todo esse sistema provoca uma perda enorme, porque, ao contrário de mim, eu poso desistir do dinheiro perdido, se meu amigo não efetuar os pagamentos perante a mim, (aquele que emprestei ao meu amigo), mas a instituição não só deu como perdido o dinheiro, mas também, de alguma forma as entidades contam como entrou toda a dívida acrescida de juros cobrada de mim, ou de qualquer outro cliente por isso. Vejam claramente como forma uma “bola de neve”.

Conclusão:

Eu tenho claro, que se uma instituição financeira oferece dinheiro a mim, em forma de empréstimo, dificilmente será “grátis”, e aceitar esse mesmo valor na minha conta depende exclusivamente de mim (já que não somos obrigado) e do controle orçamentário que possuo com minhas finanças.

Sendo assim, venho através desse pequeno texto, porém muito informativo, mostrar aos leitores que estão lendo até aqui, que a forma mais simples de alcançarem a independência financeira, ou seja, não depender do trabalho (salário) para viver, é conseguir de uma maneira simples controlar suas contas mensais e fazer sobrar dinheiro no final de cada mês para então investi-lo.

O investimento é parte essencial do processo de riqueza, onde mais controle significa mais dinheiro injetado na sua diversificação de investimentos.

E você, o que acha dos juros e da riqueza dos bancos? Opine, palpite, deixe seu recado.

Leiam mais aqui: onde escrevi sobre “a importância de cuidar de seu dinheiro”. E saberá como, de uma maneira simples, começar a cuidar de sua vida financeira. Recomendo tambem a leitura do resumo do livro Como Investir Dinheiro de Rafael Seabra.

Um forte abraço a todos, amigos, seguidores, leitores etc…e até a próxima.

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