26 de junho de 2019

A importância de ter um orçamento familiar

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Criar um orçamento familiar é o primeiro e o mais importante passo na gestão das suas finanças pessoais e de sua família. O orçamento é a ferramenta mais adequada para disciplinar os seus hábitos financeiros, apurar sua disponibilidade financeira e fazer crescer o seu patrimônio.

Recomendamos que utilize um bom software de gerenciamento financeiro para facilitar o seu trabalho, mas a forma como vai fazer é o menos importante: pode ser um software especial, um planilha eletrônica ou mesmo lápis e papel. Mas para aqueles que realmente querem viver uma vida financeiramente tranquila, o orçamento familiar é uma peça fundamental.

Seguem alguma dicas essenciais ao se montar um orçamento familiar:

1) Não esqueça de considerar as despesas e receitas anuais e eventuais

Algumas despesas e receitas, como por exemplo o IPVA, seguros, material escolar, férias e o 13o salário não são mensais, por isso, é importante raciocinar em termos anuais, somando todas as suas despesas e receitas ao longo de um ano inteiro. A montagem do orçamento anual é uma boa ocasião para juntar a família e discutir prioridades e onde o dinheiro será gasto.

2) Faça um fluxo de caixa, prevendo despesas e receitas dos próximos 3 meses.

A definição do orçamento não garante sozinho que você terá o dinheiro certo na hora certa. Por exemplo, você precisa pagar uma prestação amanhã, mas vai receber o seu salário só no fim do mês. Resultado: um buraco no seu orçamento, que será coberto pelo cheque especial. Por isso, é importante verificar a compatibilidade entre aquilo que entra e sai no curto prazo. Fazendo isso para um horizonte de 3 meses, você pode eventualmente antecipar-se e procurar cobrir um eventual rombo com um empréstimo mais barato que o cheque especial.

3) Não basta fazer, é preciso acompanhar o seu orçamento.

Pelo menos uma vez por mês, é preciso pegar aquele seu orçamento anual e verificar se as premissas utilizadas ainda são válidas. Ou seja, se os seus gastos e suas receitas vão caminhando conforme o previsto. É natural que, ao prever um ano para frente, cometamos erros. O acompanhamento mensal, portanto, é essencial para que você possa fazer correções de rota. Por exemplo, você descobre que está gastando mais do que o previsto com material escolar ou com remédios. Portanto, vai precisar cortar outras despesas previstas, para fazer o seu orçamento chegar ao final do ano. É sempre melhor descobrir isso antes e tomar as providências devidas, do que descobrir tarde demais que acabou o dinheiro no banco.

4) Tome nota de todas as suas despesas.

Para fazer o acompanhamento do seu orçamento, obviamente é preciso saber onde você gastou o seu dinheiro. Gastos feitos com cheque ou no cartão de crédito são fáceis de acompanhar, pois ficam registrados. O mesmo não ocorre, no entanto, com os gastos em dinheiro. E, às vezes, os gastos em dinheiro vivo são uma parte relevante das despesas da família. O sujeito saca o dinheiro no banco, e sai gastando. No final do mês, não sabe porque acabou o dinheiro. É preciso anotar onde o dinheiro foi gasto, e colocar estes gastos no orçamento. Você vai se surpreender quando começar a fazer isso.

5) Seja pessimista com a previsão de receitas e despesas.

Ao prever suas receitas e despesas anuais, não conte com o ovo dentro da galinha. É melhor ter surpresas positivas do que negativas ao longo do ano, ao descobrir que você foi pessimista demais com a previsão de despesas e receitas. Ah, e não se esqueça da inflação: as suas despesas vão aumentar em relação ao ano passado, não diminuir.

6) Preveja um percentual para poupança de longo prazo.

A primeira despesa a ser prevista deveria ser o investimento para a aposentadoria. Algo como 10% do total  de sua receita. Este é o tipo de despesa que é a primeira a ser cortada no momento de dificuldade. E não deveria ser assim. Obviamente, não faz sentido pagar juros em empréstimos e, ao mesmo tempo, fazer poupança. Se há dividas, principalmente no cheque especial e cartão de crédito, é sempre melhor pagá-las. Mas, entre comprar um bem e poupar, a preferência deveria ser a poupança. A tranquilidade de amanhã se compra hoje.

7) Tenha uma reserva para emergências.

Além de fazer o seu ano chegar ao fim sem ficar devendo, o ideal é poder contar com uma reserva para emergências. Algo equivalente a 3 a 6 meses de despesas guardadas em alguma aplicação de alta liquidez. Essa reserva servirá para o caso de um desemprego ou acidente inesperado. Aqui vale a mesma observação do item anterior: não faz sentido ter uma poupança e, ao mesmo tempo, pagar juros. Primeiro, pagar as dívidas, depois poupar.

Fonte:

http://www.drmoney.com.br/educacao-financeira/7-dicas-para-montar-um-orcamento-familiar/

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