26 de julho de 2017

4 motivos para não confundir finanças pessoais e empresariais

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De cada 100 empresas abertas no Brasil, 48 fecham as portas nos primeiros 3 anos de vida (48% de taxa de mortalidade). Os dados são assustadores e revelam algo trivial na cultura nacional: os brasileiros são empreendedores e corajosos, mas muitos deles se lançam ao mar sem saber nadar e sem qualquer instrumento de sobrevivência. O destino é inevitavelmente o naufrágio.

Os problemas são diversos, mas partem da mesma falha: subestimar a necessidade de capacitação e planejamento. Muitos empresários abrem uma empresa sem um plano de negócios para orientá-lo em suas decisões; sem capital de giro suficiente; sem conhecer o mercado, o público-alvo e a concorrência; por fim, mas não menos importante, sem separar as finanças pessoais e empresariais. Este, aliás, é um dos piores erros e acarreta as mais dolorosas punições ao empreendedor inexperiente. As próximas linhas serão dedicadas justamente a alertar quem está começando, dando dicas e recomendações sobre como separar seu capital e evitar que sua empresa amplie as estatísticas mórbidas do Sebrae e IBGE. Confira!

A importância da organização

Se os seus negócios não vão bem ou se você está com dificuldades de organização, seucrescimento pode ser travado por essa insistência no erro. Quando o empreendedor está em seus meses iniciais de empresa, costuma levar em paralelo a sua condição de empregado, passando a dedicar-se exclusivamente ao negócio apenas quando ele se torna autossustentável. Até aí, nada de incorreto. O problema é que, mantendo as contas misturadas, vai ficar impossível enxergar a performance de seu business em 360º e, tenha certeza, isso vai induzi-lo a muitas decisões equivocadas.

4 motivos para não confundir finanças pessoais e empresariais

1. Problemas com o Fisco

Os regimes de tributação são diferentes em se tratando de pessoa física e jurídica. A forma de declarar, os critérios, muita coisa difere na prestação de contas das duas figuras do Direito Civil. Isso significa que você poderá, na melhor das hipóteses, pagar mais imposto do que lhe é devido. Mas o mais comum mesmo é acabar caindo na malha fina. E isso acarretará intimações da Receita Federal para apresentar um oceano de documentos que, se não forem mostrados e muito bem explicados, vão gerar uma salgada multa, onerando ainda mais seu negócio.

2. Dificuldades de organização financeira

Com a avalanche de tributos e as múltiplas espécies de prestação de contas, empreender, no Brasil, não é para qualquer um. Não torne sua tarefa ainda mais difícil. Ao misturar suas finanças pessoais e empresariais, em algum momento, vai ficar difícil compreender qual o capital que você tem para investimento, quanto há de recebíveis e quais são suas despesas de curto prazo.

Pior ainda se você tiver despesas de mesmo gênero, como pessoas física e jurídica. Por exemplo, se você vai ao supermercado e compra, na mesma nota fiscal, itens para o escritório e outros para abastecer sua residência, você terá problemas sérios de gestão financeira em sua empresa. Não torne sua vida como empreendedor mais árdua do que ela já é.

3. Ausência de credibilidade e profissionalização

Imagem conta muito, especialmente quando o negócio ainda engatinha. Passar um cheque em nome da empresa, receber valores através de sua conta empresarial, esses detalhes fortalecem a sua imagem como empresário, além de estimular psicologicamente seu senso de profissionalismo. Ainda que esteja no início, sua empresa jamais deve ser encarada como um hobby. Quer ser profissional? Então aja como um, desde o primeiro dia de empresa.

4. Perda de oportunidades de receber aportes financeiros

Isso vale especialmente às startups. A figura do investidor-anjo é muito presente no cenário e expectativas do empreendedor desse modelo de negócios, mas para capitalizar sua empresa com aportes externos, é preciso ter um plano de negócios bem desenhado e organização financeira clara e bem gerenciada. Manter sua empresa de forma amadora vai afastar clientes, fornecedores e investidores.

Agora que você entendeu a urgência em dissociar as finanças pessoais e empresariais, que tal assinar nossa newsletter e continuar por dentro das melhores dicas de educação financeira e de gestão de seu negócio? Sucesso e até breve!

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